Patologia da ColunaPatologia da Coluna

XLIF

A técnica do ACESSO LATERAL (ou XLIF – “eXtreme Lateral Interbody Fusion”) consiste em uma cirurgia minimamente invasiva para a coluna lombar e torácica. Ela tem os mesmos objetivos cirúrgicos principais dos procedimentos tradicionais, e tem como objetivo diminuir os principais riscos inerentes às técnicas abertas (tradicionais). Desde a última década, o procedimento tem sido amplamente utilizado nos Estados Unidos, atingindo cerca de 10% de todas as cirurgias de coluna realizadas.

O ACESSO LATERAL tem como objetivo alcançar a coluna da maneira mais branda possível para gerar o mínimo de danos às estruturas internas do corpo, evitar os importantes riscos de uma abordagem tradicional pelas costas ou pelo abdômen, e fazer com que o período pós-operatório se dê da forma mais natural e com o mínimo de desconforto ao paciente.

A CIRURGIA

O procedimento cirúrgico é realizado através de uma pequena incisão na pele na lateral do corpo (+/- 4 – 5cm). Deste modo é viável chegar e agir diretamente na principal articulação da coluna: o disco intervertebral. Através dessa pequena incisão são inseridos progressivamente tubos de diâmetros crescentes. Assim, gradativamente é criado um campo visual de trabalho de maneira branda. Por entre as fibras do músculo psoas (músculo que se situa ao lado das vértebras da coluna lombar), os dilatadores chegam lateralmente à vértebra e ao disco intervertebral, longe da medula e dos nervos que dela saem. Durante todo esse processo um aparelho de monitoração eletroneuromiográfica (EMG) funciona como um GPS e é utilizado para garantir que o acesso está sendo feito longe de nervos, e assim então, de maneira segura. E ainda, é importante ressaltar que o procedimento é feito todo com visão direta e não é necessário o uso de vídeo-endoscopia.

O disco intervertebral doente é lentamente retirado e assim a dor vinda diretamente do disco pode ser aliviada. Um espaçador intervertebral (“cage”, do inglês “gaiola”) é colocado no local onde anteriormente existia o disco, ou seja, entre duas vértebras. O espaçador fará com que o espaço entre as vértebras seja aumentado e esta articulação, que anteriormente gerava dor, seja estabilizada. Ainda, o espaço por onde passam os nervos (que se dirigem aos membros inferiores) também é aumentado, e assim, os nervos não ficam mais pinçados, aliviando as dores ciáticas. Com o espaçador entre as vértebras, elas ficam realinhadas, e uma possível condição de escorregamento (espondilolistese) pode ser corrigida.

Antes de inserir o espaçador, ele é preenchido com enxerto ósseo sintético, sendo que não é necessário retirar osso da bacia, procedimento que gera muita dor ao paciente e é feito nas cirurgias tradicionais. Com esse enxerto entre as vértebras, gradativamente cresce osso entre as vértebras e assim a correção cirúrgica é mantida.

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