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By Patologia da Coluna

Artroplastia e Fusão Cervical

Dentre as alternativas cirúrgicas para a degeneração da coluna cervical estão a fusão intersomática ou ACDF (anterior cervical discectomy and fusion) e a artoplastia. O primeiro procedimento tem uma ampla aplicabilidade para as doenças que atingem a coluna vertebral e constitui uma opção para o tratamento da doença degenerativa do disco (DDD), radiculopatias, hérnias discais, correção de deformidades, entre outras. O objetivo deste procedimento é a fixação e estabilização do nível doente do disco vertebral e a promoção da descompressão indireta das estruturas neurais acometidas.

Já a artroplastia consiste na substituição do disco intervertebral por um disco artificial, com objetivo de preservar o movimento fisiológico do nível operado. Essa cirurgia normalmente indicada para casos de hérnia discal ou espondilose na presença de radiculopatia ou mielopatia, mas sem degeneração das facetas articulares (articulações da parte de trás entre duas vértebras). A modalidade geralmente apresenta uma rápida recuperação, com mobilização precoce do paciente e menor taxa de afundamento do cage.

Cada uma dessas técnicas tem indicações um pouco distintas. Cada caso deve ser devidamente avaliado pelo médico especialista em coluna para que a melhor opção de tratamento seja escolhida.

 

Imagem: Center of Artificial Disc Replacement. 2017

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Estenose do canal lombar

A estenose ou síndrome do canal lombar estreito é causada pelo estreitamento do canal vertebral, o qual contém a medula espinhal e as raízes nervosas. A doença, mais comum nos idosos, tem como principal sintoma a dificuldade para andar, por conta da dor que corre para as pernas, além de poder ser acompanhada da dor nas costas.

Quando o paciente apresenta esta patologia, a cirurgia pode ser um procedimento efetivo, como explica o Dr. Rodrigo Amaral, ortopedista do IPC. “Geralmente, ele consiste na descompressão dos nervos, ou seja, desapertar esses nervos que vêm sendo comprimidos ao longo do tempo”.

O ortopedista explica que a descompressão pode ser feita de diversas formas: técnicas clássicas ou minimamente invasivas.

Em relação ao tratamento conservador, a fisioterapia é indicada para fortalecer a musculatura da área afetada. Mas o Dr. Rodrigo Amaral lembra que, na maioria das vezes, esse tipo de tratamento pode não ser suficiente para resolver casos mais crônicos e a cirurgia se torna fundamental.

 

*foto: Spine-health

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Osteoporose

A fragilização dos tecidos ósseos é a definição resumida da osteoporose. A doença que afeta tanto homens quanto mulheres pode gerar complicações de alta morbidade e mortalidade. Entre os fatores de risco mais conhecidos estão: sexo feminino, ascendência caucasiana ou asiática, idade avançada, histórico de fraturas na família, fratura prévia, menopausa precoce e uso crônico de glicocorticoides.

Devido ao envelhecimento da população global, estima-se que a ocorrência de fraturas osteoporóticas triplique ao longo de 30 anos. Um dos grandes problemas dessa patologia silenciosa é que ela pode não ser diagnosticada até o primeiro evento de fratura, sendo estas, em sua maioria, na coluna.

De maneira geral, utiliza-se o exame de densitometria óssea para diagnosticar a osteoporose, sendo que o acompanhamento de indivíduos em risco pode ser mais simples ou mais completo com as seguintes ferramentas: radiografias simples, exames laboratoriais, hemograma, VHS, cálcio, fósforo, fosfatase alcalina, creatinina, PTH, cálcio urinário de 24hs, EAS, eletroforese de proteínas, testosterona, FSH/LH, prolactina, vitamina D, e/ou TSH.

O tratamento inicial de uma fratura é conservador com imobilização, mas pode ser cirúrgico, se necessário, com a utilização de vertebroplastia, por exemplo. Para a prevenção da doença, recomenda-se uma dieta rica em cálcio (leite e derivados), principalmente na infância; suplementação de cálcio e vitamina D (de acordo com a necessidade); exposição solar adequada; atividade física com carga para melhora da condição física e do equilíbrio corporal; e adequação de hábitos saudáveis, retirando álcool em excesso e tabaco.

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Os tumores da coluna vertebral

Conheça os principais tipos de tumores que afetam a região

Os tumores na região da coluna vertebral são doenças que crescem e se desenvolvem dentro ou em torno da coluna, produzindo compressão de tecidos nervosos ou destruição óssea. Eles constituem apenas a terceira causa de dor da coluna, atrás da doença degenerativa e dos traumas.

Quando estes surgem nessa região do corpo, podem ser benignos, quando um tecido tem seu crescimento aumentado, formando uma lesão; ou malignos, quando esse tecido tem crescimento mais desordenado, e cria uma massa de caráter infiltrativo com destruição dos tecidos ou invasão de outros órgãos a distância. Estima-se que os tumores originados na própria coluna representem somente 10% de todos os tumores espinais. Entretanto, as metástases (migração de outro câncer) na coluna não são tão raras e são potencialmente graves, visto que a coluna vertebral tem um rico suprimento sanguíneo e as células cancerosas podem se espalhar para esta parte do corpo.

Em relação aos sintomas mais importantes, tidos como “sinais de alerta”, estão: dor noturna (que não alivia com a medicação e evolui com piora progressiva não relacionada à atividade física), fadiga, perda de peso, alterações da força muscular, atrofia do membro e dificuldade de andar.

Quando há suspeita de incidência, o diagnóstico acontece a partir de exames de imagem, como a radiografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética, que facilitam a identificação precoce. A cintilografia óssea e a biopsia da lesão também podem ser indicadas para ajudar o oncologista a avaliar o estadiamento da doença, o estágio evolutivo do tumor e as indicações de tratamentos, que devem envolver sempre uma equipe multidisciplinar com cirurgião de coluna, oncologista, fisioterapia, enfermagem e psicologia.

O tratamento adotado dependerá das condições clínica e neurológica do paciente e do grau de invasão do tumor. Para o tratamento dos tumores da coluna vertebral, é fundamental o conhecimento do tipo da lesão, sua localização, tamanho, estadiamento oncológico e as condições do paciente.

Nos dias de hoje, os tumores da coluna podem ser rapidamente diagnosticados e prontamente tratados. Cabe ao médico do atendimento primário identificar, ficar atento às características e aos sinais de alarme e, principalmente, prevenir as doenças antes que elas se disseminem. O paciente deve fazer acompanhamento médico regular e realizar os exames de prevenção, como a mamografia, papanicolau, próstata e procurar um cirurgião de coluna quando ocorrer algum sinal de alerta.

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Trauma tóraco-lombar

Grande parte das fraturas da coluna toracolombar, principalmente em idosos, é de tratamento conservador, com o uso de coletes e acompanhamento ambulatorial. Entretanto, existem critérios que norteiam a indicação cirúrgica. Algumas destas opções são:

Cifoplastia por balão: procedimento minimamente invasivo, no qual um pequeno balão é inserido no corpo vertebral pelo pedículo* e inflado para restaurar sua altura. Em seguida, ele é retirado e a cavidade é preenchida por cimento ósseo para proporcionar alívio da dor e minimizar o acunhamento vertebral.

Vertebroplastia: procedimento minimamente invasivo que consiste na inserção de grandes agulhas espinhais no corpo vertebral fraturado através do pedículo e injeção de cimento ósseo no interior do osso para estabilização da fratura e alívio da dor.

Fixações pediculares percutâneas: a instrumentação com parafusos pediculares é bastante eficaz no tratamento de fraturas da coluna lombar inferior. Os parafusos pediculares promovem fixação com boa estabilidade e pouca quebra do material das hastes de metal utilizada. O acesso percutâneo poupa a musculatura paravertebral, diminuindo o índice de necrose muscular pós-operatória e o volume de sangramento.

Acesso lateral para corpectomia: a retirada do corpo vertebral acometido pode ser selecionada como um procedimento primário ou necessário em algumas fraturas que não foram tratadas por mais de duas semanas e não são consideradas a uma instrumentação posterior e descompressão indireta do canal. A opção pelo acesso lateral em detrimento do acesso anterior tem, como algumas vantagens, menor morbidade na abordagem cirúrgica, diminuição de possíveis lesões vasculares e recuperação mais rápida do paciente, com menor tempo de internação.

É fundamental que o médico generalista entenda os conceitos básicos do trauma espinal, possibilitando a identificação precoce das fraturas e o encaminhamento a um tratamento adequado para prevenir possíveis sequelas.

* porção óssea que liga a parte de trás da coluna ao corpo vertebral.

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Osteoporose: tratamento aprovado pela ANVISA e FDA para mulheres em menopausa e homens com alto risco de fraturas

Uma vez detectada a osteoporose, deve-se tomar alguma medida terapêutica, ainda mais se for um quadro avançado. A suplementação hormonal é bastante utilizada, bem como outras drogas, como o Raloxifeno, que preconiza a prevenção de perda óssea na coluna e quadris sem o efeito proliferativo do estrógeno nas mamas e tecido endometrial.

O Alendronato – e outros bifosfonatos – também é muito utilizado, mas sua ação é fraca – seu mecanismo é somente antirreabsortivo e o organismo capta apenas cerca de 1% da dose administrada. Dessa maneira, a busca de tratamentos mais efetivos é algo contínuo, e drogas surgem com eficácia para não só estabilizar, mas reverter a perda óssea.

Um novo tratamento para a osteoporose é a Teriparatida, droga aprovada pela ANVISA e FDA (Food and Drug Administration) para mulheres em menopausa e homens com alto risco de fraturas. É também recomendada a pacientes com osteoporose associada ao alto uso de glicocorticoides sistêmicos. Esse medicamento reduz o risco de fraturas vertebrais em 65% e a fragilidade de fraturas não-vertebrais em pacientes osteoporóticos em cerca de 53% após o uso de aproximadamente 18 meses. No caso de pacientes com osteoporose mais grave, utiliza-se a combinação da Teriparatida com drogas antirreabsortivas.

Mas deve-se lembrar, a avaliação de cada caso é essencial e a prescrição e tratamento só pode ser feito pelo médico especialista.

Artroplastia e Fusão Cervical
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Trauma tóraco-lombar
Osteoporose: tratamento aprovado pela ANVISA e FDA para mulheres em menopausa e homens com alto risco de fraturas