Patologia da ColunaPatologia da Coluna

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Nosso papel na capacitação de cirurgiões

A atuação do IPC visando a formação de cirurgiões de coluna já acontece há mais de 10 anos e faz parte da cultura organizacional do Instituto. Diversos profissionais de nacionalidades diferentes passaram pelo IPC para aprimorar o conhecimento e técnicas de neurocirurgia e ortopedia focados em coluna. Esse processo de crescimento e desenvolvimento profissional acontece como complemento da etapa de residência médica.

A cirurgia de coluna não é uma especialidade médica como é a reumatologia, geriatria ou dermatologia. Os cirurgiões de coluna são ortopedistas ou neurocirurgiões. Assim, os profissionais que desejam se aprofundar na área de cirurgia de coluna complementam suas formações com aperfeiçoamento específico nesta área. Alguns países já discutem se a cirurgia de coluna deveria ou não virar uma especialidade médica separada, visto que é complexa e vasta.

Desde a criação do programa de Aperfeiçoamento Especializado em Cirurgia da Coluna, que há 3 anos conta com a chancela da Sociedade Brasileira de Coluna, especialistas de diversos países – Argentina, México, Estados Unidos, Colômbia, Venezuela, Equador e até Israel – acompanharam por um bom período o trabalho da nossa equipe, sempre atenta às produções científicas e à aplicação que se pode fazer delas.

O ortopedista Dr. Fábio Rosa é um dos médicos que participam do programa. Ele diz que a minúcia que envolve a cirurgia da coluna como uma parte específica dentro da ortopedia foi o que o motivou a seguir por esse caminho e a escolher o nosso Instituto de Patologia da Coluna. “O que me chamou a atenção no IPC foi um tripé: a excelência, que é reconhecida nacionalmente; a questão de ser um instituto privado que prima pelo acesso ao que há de melhor seja em material, técnica cirúrgica minimamente invasiva e tecnologia para operação de coluna; e, por fim, ser uma das poucas instituições privadas que têm um departamento científico ativo”, conta o ortopedista, numa alusão a um modelo que se retroalimenta.

Em função das transformações no processo de formação médica e da necessidade de atualização contínua, nosso IPC valoriza os grupos de estudos e os considera fundamentais. Por isso, eles são parte de nossa estrutura e estão associados ao papel que temos na excelência que perseguimos e procuramos oferecer.

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Quando operar e quando não operar…

 

Ortopedista do IPC e presidente da Sociedade Brasileira de Coluna-SP, Dr. Rodrigo Amaral comenta a reflexão proposta por renomado médico inglês

 

Mais um texto sobre saúde agita as redes sociais. As declarações do neurocirurgião inglês, Henry Marsh, provocam uma reflexão sobre a importância das tomadas de decisão e as repercussões que elas têm.

Marsh entende, diz o Dr. Rodrigo Amaral, que mais importante do que saber operar é saber quando não operar. “Este talvez seja o dilema que envolve cada tomada de decisão em um consultório médico. No complexo processo que envolve a opção cirúrgica, inúmeros fatores devem ser levados em consideração”, afirma o ortopedista do IPC. “Os aspectos técnicos relacionados a essa escolha são aqueles nos quais nós, médicos, nos debruçamos intensamente em toda nossa vida profissional e acadêmica”, ressalta.

As mais difíceis respostas são as que extrapolam esses quesitos. “A grande pergunta que sempre ronda nossa pratica é: será que, mesmo com correta indicação, seria necessário realizar esse procedimento? Ou ainda, mesmo que necessários, seria razoável? Ou pior: mesmo que necessário e razoável, trará melhora ao indivíduo?”, indaga o Dr. Rodrigo. Essa última abordagem nos remete ao princípio básico da medicina: “primo non nocere” (frase postulada por Hipócrates, no século III a.C, com tradução: Primeiro não faça o mal). Ou seja, na incerteza de alcançar benefício, muitas vezes deve-se repensar a indicação.

Infelizmente, avalia o Dr. Rodrigo, essas perguntas só ficam mais próximas de serem respondidas quando existe uma relação de responsabilidade e confiança entre as duas partes (médicos e pacientes) envolvidas na tomada de qualquer decisão terapêutica.

IPC – Quando o assunto é cirurgia da coluna, fica ainda mais difícil, pois diversos aspectos clínicos e psicológicos podem intervir e influenciar os resultados. Para isso, o IPC conta com uma equipe multidisciplinar com suporte cientifico, psicológico, tratamento da dor, entre outros fatores para garantir que as tomadas de decisão e a evolução de nossos pacientes seja sempre a melhor possível para cada.

Nosso papel na capacitação de cirurgiões
Quando operar e quando não operar…