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By Patologia da Coluna

Osteoporose

A fragilização dos tecidos ósseos é a definição resumida da osteoporose. A doença que afeta tanto homens quanto mulheres pode gerar complicações de alta morbidade e mortalidade. Entre os fatores de risco mais conhecidos estão: sexo feminino, ascendência caucasiana ou asiática, idade avançada, histórico de fraturas na família, fratura prévia, menopausa precoce e uso crônico de glicocorticoides.

Devido ao envelhecimento da população global, estima-se que a ocorrência de fraturas osteoporóticas triplique ao longo de 30 anos. Um dos grandes problemas dessa patologia silenciosa é que ela pode não ser diagnosticada até o primeiro evento de fratura, sendo estas, em sua maioria, na coluna.

De maneira geral, utiliza-se o exame de densitometria óssea para diagnosticar a osteoporose, sendo que o acompanhamento de indivíduos em risco pode ser mais simples ou mais completo com as seguintes ferramentas: radiografias simples, exames laboratoriais, hemograma, VHS, cálcio, fósforo, fosfatase alcalina, creatinina, PTH, cálcio urinário de 24hs, EAS, eletroforese de proteínas, testosterona, FSH/LH, prolactina, vitamina D, e/ou TSH.

O tratamento inicial de uma fratura é conservador com imobilização, mas pode ser cirúrgico, se necessário, com a utilização de vertebroplastia, por exemplo. Para a prevenção da doença, recomenda-se uma dieta rica em cálcio (leite e derivados), principalmente na infância; suplementação de cálcio e vitamina D (de acordo com a necessidade); exposição solar adequada; atividade física com carga para melhora da condição física e do equilíbrio corporal; e adequação de hábitos saudáveis, retirando álcool em excesso e tabaco.

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Maratonista aos 70 anos

O diretor do IPC, o neurologista Dr. Luiz Pimenta, participou do Fôlego, da Rádio Bandeirantes, apresentado pelo jornalista Ricardo Capriotti. Num bate papo descontraído, ele ressaltou a importância de manter hábitos saudáveis em todas as fases da vida e ainda falou a respeito de uma de suas paixões: a corrida. “Comecei pela musculação e, seis meses depois, já estava na primeira maratona”, lembra o neurologista que já participou de 18 provas nos últimos 21 anos.

Vale a pena conferir:

 

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Maratona sem dor

“Só mais um episódio…”

Provavelmente você já usou essa frase se adora assistir a séries e passar longas jornadas em frente à televisão.

A “ansiedade” para acompanhar o desfecho de uma temporada pode prejudicar a coluna e provocar dores. O Dr. Nicholai Pourchet compara o efeito desse comportamento ao sedentarismo. “A gente vai assistindo aos episódios, vai se distraindo, entretém a mente e tende a adotar posições ruins, que são viciosas”, explica.

O ortopedista orienta a ter atenção redobrada à forma como se senta, como se deita ou como se usa o tablet ou o laptop, “muitas vezes, deitado ou de lado”. Pourchet ainda lembra que quem passa muitas horas sentado, com as pernas para baixo e apoiado sobre o sacro tem propensão maior a sentir dores lombares. “Ao terminar um episódio, procure se levantar, dê uma pequena caminhada”, recomenda.

Só pra se ter uma ideia, atualmente, existem serviços de streaming que disponibilizam todos os capítulos e ajudam a intensificar esse costume – o “binge watching” – que nada mais é do que o ato de fazer verdadeiras maratonas de episódios.

Ouça na íntegra a dica do Dr. Nicholai Pourchet:

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A importância de prestar atenção à postura

Uma dor na nuca, outra na região lombar… Muita gente já sofreu pelo menos uma vez com dores nas costas depois de horas e horas no escritório. No Brasil, esse é um dos principais motivos de afastamento do trabalho. Segundo dados da Previdência Social, só nos três primeiros meses do ano passado, foram mais de 24 mil casos.

Esse desconforto também é causado pela “informalidade” ao se sentar e pela aparência de estar “relaxado” e ele não afeta apenas a coluna, mas “interfere diretamente na nossa qualidade da vida. As dores – principalmente a lombar – podem provocar irritabilidade, prejuízo na produção, estresse, enxaquecas, dores musculares e articulares, prejuízos na vida social e em alguns casos até de depressão”, alerta o ortopedista do IPC, Dr. Nicholai Pourchet.

Com isso, para evitar que esses problemas apareçam e acelerem o desgaste natural da coluna, é preciso buscar equilíbrio nos quatro segmentos dessa região: cervical, torácico, lombar e sacral. E, para ter uma vida mais saudável, Pourchet lembra que os alongamentos “são fundamentais”.

O ortopedista do IPC recomenda atenção à maneira como você se senta. As costas precisam ficar retas e próximas ao encosto da cadeira; os pés, apoiados no chão. Em relação ao computador, o monitor deve estar posicionado na direção dos olhos, a cadeira ajustada próxima à mesa – como mostra a imagem abaixo (a postura correta é que está à esquerda). E não se esqueça: após longos períodos na mesma posição, é muito bom se levantar e alongar-se para evitar futuros problemas na coluna.

 

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Três dicas de postura

A forma como realizamos as tarefas mais simples do dia a dia também contribui e pode gerar dores na coluna. É possível diminuir o desconforto com atenção redobrada à postura e mudança de hábitos. Preparamos 3 dicas pra você…

  • Ao se curvar para pegar uma caixa no chão, não incline completamente sua coluna como mostra a imagem à esquerda. O certo é flexionar os joelhos, como no exemplo à direita.

 

  • Ao carregar sacolas ou baldes pesados procure manter o equilíbrio da curvatura da coluna. Divida o peso entre os dois braços para não sobrecarregar apenas um lado do corpo. 

 

  •   Ao colocar os sapatos, sente-se e cruze uma perna sobre a outra ou procure um apoio para erguer o pé – assim você evita curvar a coluna de forma prejudicial.

 

Essas dicas são práticas simples do dia a dia que podem ajudar muito.

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