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Alinhamento sagital da coluna

O formato da coluna é a somatória do formato das vértebras e dos discos intervertebrais. Com o envelhecimento do indivíduo, os discos intervertebrais perdem altura e angulação – fato mais proeminente na coluna lombar, que perde sua lordose e joga o tronco para frente.

O alinhamento da coluna vertebral é essencial para manter o corpo em perfeito equilíbrio e pode ser separado em alinhamento coronal (afetado, por exemplo, pela presença de escoliose) e em alinhamento sagital (afetado, por exemplo, pela presença de uma hipercifose).

Sendo este equilíbrio sagital final dependente da interação da lordose lombar, cifose torácica e lordose cervical, reflete na postura do corpo que necessita pouco esforço muscular para manter a posição ortostática.

Quando ocorre esse desalinhamento, os sinais clínicos são dor lombar por fadiga muscular, quando ereto ou deambulando, dor glútea e nas panturrilhas, perda da linha horizontal da visão, hiperlordose cervical e dificuldade de permanecer ereto ou deambular (andar) por alguns minutos.

Mesmo que o indivíduo não apresente o tronco totalmente jogado à frente dos membros inferiores, ele pode sofrer sintomas clínicos se a coluna estiver descompensada. Como resultado da descompensação das curvas da coluna, é preciso lançar mão de mecanismos compensatórios para manter-se de pé, utilizando a alteração forçada das curvas espinais vizinhas, retroversão da pelve e flexão dos joelhos.

Com isso, um mau alinhamento sagital e a utilização dos mecanismos compensatórios exigem muita energia, gerando quadro incapacitante e preditor de pobre quadro clínico.

Vale lembrar que um estudo minucioso de cada caso é essencial para a tomada de decisão visando o tratamento mais correto. Por isso, consulte sempre um especialista.