Patologia da ColunaPatologia da Coluna

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Artroplastia e Fusão Cervical

Dentre as alternativas cirúrgicas para a degeneração da coluna cervical estão a fusão intersomática ou ACDF (anterior cervical discectomy and fusion) e a artoplastia. O primeiro procedimento tem uma ampla aplicabilidade para as doenças que atingem a coluna vertebral e constitui uma opção para o tratamento da doença degenerativa do disco (DDD), radiculopatias, hérnias discais, correção de deformidades, entre outras. O objetivo deste procedimento é a fixação e estabilização do nível doente do disco vertebral e a promoção da descompressão indireta das estruturas neurais acometidas.

Já a artroplastia consiste na substituição do disco intervertebral por um disco artificial, com objetivo de preservar o movimento fisiológico do nível operado. Essa cirurgia normalmente indicada para casos de hérnia discal ou espondilose na presença de radiculopatia ou mielopatia, mas sem degeneração das facetas articulares (articulações da parte de trás entre duas vértebras). A modalidade geralmente apresenta uma rápida recuperação, com mobilização precoce do paciente e menor taxa de afundamento do cage.

Cada uma dessas técnicas tem indicações um pouco distintas. Cada caso deve ser devidamente avaliado pelo médico especialista em coluna para que a melhor opção de tratamento seja escolhida.

 

Imagem: Center of Artificial Disc Replacement. 2017

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Já está disponível a 6ª edição do IPC em Revista

O Instituto de Patologia da Coluna acaba de lançar a sexta edição de sua revista voltada à comunidade médica e científica. Com temas que abordam a Mielopatia Espondilótica Cervical e Hérnia de Disco, os textos são assinados pelo neurocirurgião Dr. Angelo Guarçoni Netto e o ortopedista Dr. Fernando Marcelino.

Confira a publicação na íntegra: IPC em Revista – 6° edição

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Acesso lateral: uma opção moderna para a coluna

O Acesso Lateral é realizado com o paciente deitado de lado e utiliza uma pequena incisão no flanco direito ou esquerdo. A dissecção de músculos é feita sem cortar as fibras musculares, somente afastando elas, assim com menor dano muscular. Por entre as fibras do músculo psoas (músculo ao lado da coluna lombar) é feita uma dilatação progressiva, criando um campo visual de trabalho com iluminação com fibra ótica dentro do sítio cirúrgico. Assim, não é necessário o uso de vídeo endoscopia ou microscópio.

Um aparelho de monitoração EMG (eletroneuromiográfica) é utilizado como um “GPS” para posicionar o retrator entre os nervos do plexo lombar. Com esta técnica é viável agir diretamente na principal articulação da coluna – o disco intervertebral -, sem a necessidade de retração direta de raízes nervosas e nem do saco dural (continuação da medula) para fazer a fusão intersomática.  

Após a retirada do disco intervertebral degenerado, um cage amplo é colocado com enxerto ósseo para restaurar a altura discal entre as vértebras e aumentar a altura do forame intervertebral, por onde passa a raiz nervosa.

 

 

 

 

 

 

 

 

O objetivo das cirurgias menos invasivas é atingir resultados iguais ou superiores aos das cirurgias abertas e reduzir efeitos colaterais aos tecidos sadios e danos ao paciente.

Quer saber mais? O Dr. Luiz Pimenta, neurocirurgião (especialista em coluna), também explica a técnica no vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=mbD_kVbauB8

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Curvatura anormal é característica da Camptocormia

A Camptocormia, também chamada de Síndrome da Coluna Vertebral Curvada (do inglês Bent Spine Syndrome – BSS), é definida pela postura anormal do tronco, que se torna mais evidente quando o paciente está em pé, aumentando a curvatura durante a caminhada e desaparecendo quando deitado.

“Esta patologia, especialmente em tempo de guerra, já foi considerada um transtorno psicogênico, mas hoje, além das síndromes psiquiátricas, muitos casos de Camptocormia têm uma origem somática, relacionada a uma série de distúrbios músculo-esqueléticos ou neurológicos”, explica Dr. Ângelo Netto, neurocirurgião do IPC.

O médico ainda afirma que a maioria dos casos de origem muscular está relacionado a uma miopatia idiopática primária de início tardio, aparecendo progressivamente em pacientes idosos. “O diagnóstico de miopatia axial, descrito pela primeira vez por Laroche et al, é baseado no exame de Tomografia computadorizada (CT) ou Ressonância magnética (MRI), que demonstra a infiltração de tecido gorduroso maciça de músculos paravertebrais”, completa.

Em relação ao aspecto histológico (estudo dos tecidos biológicos) não específico, o exame inclui fibrose endomísial extensa e tecido adiposo com fibras degeneradas irregulares. A fraqueza dos músculos paravertebrais pode ser secundária a uma grande variedade de doenças, gerando alterações patológicas difusas no tecido muscular.

“A BSS pode ser o sintoma predominante e, por vezes, revelador de uma desordem muscular mais generalizada. As causas do transtorno secundário são numerosas. Elas devem ser cuidadosamente avaliadas antes de considerar o diagnóstico de miopatia axial primária”, conta o neurocirurgião.

Segundo Dr. Netto, as principais etiologias incluem, por um lado, miopatias inflamatórias, distrofias musculares de início tardio, miopatias miotônicas, endócrinas e metabólicas e, por outro lado, distúrbios neurológicos, principalmente, a doença de Parkinson. “Camptocormia em parkinsonismo é causada por distonia axial, que é a marca registrada da doença de Parkinson”, completa o médico.

Referente ao tratamento para a síndrome, não existe um acompanhamento farmacológico específico para a miopatia axial primária, sendo recomendado ao paciente portador da BSS, a prática de atividades em geral – como caminhadas, fisioterapia e exercícios.

“O tratamento de forma secundária da Camptocormia depende da variedade do distúrbio que gera a patologia muscular. O manejo farmacológico e geral do transtorno na doença de Parkinson se funde com o do parkinsonismo. A cirurgia, com correção da deformidade da coluna, pode ser uma opção, caso o paciente tenha condições e indicações clínicas”, conclui o doutor.

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Como a Síndrome de Marfan afeta a coluna

Você já ouviu falar da Síndrome de Marfan? A doença autossômica dominante (ou seja, a criança recebe de um dos pais o gene mutante que resulta na transmissão da patologia), é caracterizada pela falta ou produção anormal da glicoproteína chamada fibrilina-I, que causa alteração da elasticidade dos tecidos do corpo humano.

O ortopedista do IPC, Dr. Fernando Marcelino, explica que os pacientes com esta síndrome, em geral, apresentam alta estatura e membros longos e finos. “Os dedos, com essa alteração, se assemelham com as patas de uma aranha (aracnodactília)”. São comuns surgirem também deformidades na coluna e na caixa torácica, alterações oculares e anomalias cardíacas.

Entre as deformidades, a mais comum é a Escoliose, que apresenta uma curvatura em forma de “S” ou “C” na coluna. “Essa patologia pode estar presente em até 63% dos pacientes e, muitas vezes, é a condição que faz com que as pessoas procurem orientação médica, tornando o cirurgião de coluna de extrema importância para o diagnóstico da síndrome, uma vez que este é clínico”, diz Marcelino.

Ele ainda conta que esse desalinhamento na coluna, quando surge em pessoas com a Síndrome de Marfan, é semelhante às curvas idiopáticas (sem causa definida), porém apresentam uma progressão mais intensa e normalmente acabam necessitando de correção cirúrgica. Mas antes do procedimento, a avaliação pré-operatória é primordial, devido as frequentes anomalias cardíacas causadas pela doença.

“Os pacientes precisam ser avaliados por um cardiologista, pois as cirurgias podem apresentar mais complicações do que as da escoliose idiopática, por conta da fragilidade dos tecidos inerentes a síndrome”, alerta Dr. Fernando Marcelino.

 

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8ª edição do Curso IPC começa amanhã

Evento acontece no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo

Começa nessa quinta (23) a 8ª edição do Curso IPC: Temas Avançados em Coluna Cervical – Alinhamento Sagital e deformidades. O evento, que será realizado no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, é voltado principalmente a médicos, residentes, estudantes de medicina, ortopedistas, neurocirurgiões e cirurgiões de coluna.

Com a coordenação do Dr. Luiz Pimenta, diretor do nosso instituto, e do Dr. Rodrigo Amaral, ortopedista do IPC, o encontro dura até sexta-feira (24) e contará com a presença de profissionais nacionais e internacionais, com destaque para os norte-americanos Donald Blaskiewicz e Christopher Ames.

Durante as palestras serão discutidos assuntos que envolvem técnicas cirúrgicas, traumas, conceitos de alinhamento cervical, fusão e artroplastia, malformações e degeneração e mielopatia.

Confira a programação completa:

Quinta-feira, 23 de março de 2017

13h30 às 14h – RETIRADA DE CRACHÁS

14h00 – Porque alinhamento cervical é importante – parâmetros e relevância

Chris Ames

14h30 – Alinhamento sagital cervical – estudo e perspectiva Brasileira

Raphael Pratali

14h40 – Classificações de deformidade da coluna cervical

Donald Blaskiewicz

15h10 – Objetivos cirúrgicos gerais, planejamento pré-operatório e preparação para correção

Donald Blaskiewicz

15h30 – Uso da Ressonância Magnética dinâmica

Fernando Herrero

15h50 – Neuromonitorização intraoperatória em cirurgia cervical

Ricardo Ferreira

16h10pm – 16h40 – COFFEE BREAK

16h40 – Common Complications of Cervical Deformity Correction

Chris Ames

17h00 – Alinhamento sagital e coronal em ACDF curtas

Andrei Joaquim

17h20 – Artroplastia x artrodese cervical – EBM

Ricardo Botelho

17h40 – Alinhamento sagital e coronal em artroplastia cervical

Francisco Sampaio

18h00 – CLOSING REMARKS

18h30 às 20h30 – FACULTY DINNER

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Sexta-feira, 24 de março de 2017

INÍCIO

8h30 – Traumas de Coluna Cervical Alta

Roger Brock

8h50 – Deformidade pós-traumática devido à fratura odontoide

Geraldo Sá Carneiro

9h10 – Estabilização menos invasiva para fratura de odontoide  

Donald Blaskiewicz

9h30 – Fratura cervical subaxial: aplicação e correlação AO e SLIC

Alexandre Fogaça

9h50 – Técnicas para fixação C1-C2

Rubens Jensen

10h10 – Uso de tração nas deformidades cervicais

Luis Eduardo Carelli

10h30 – Considerações gerais sobre o manejo fisioterápico das deformidades cervicais

Renata Negri Sapata

10h50 às 11h30 – COFFEE BREAK

11h30 – Corpectomia e fixação anterior para fraturas cervicais

Mario Taricco

11h50 – Reconstrução da coluna anterior na Coluna cervical

Donald Blaskiewicz

12h10 – Fixações cervicais longas

Andrei Joaquim

12h30 – Osteotomias na coluna cervical

Luis Carelli

12:50 – Como as a Coluna TL afeta a cervical e como a cervical afeta a TL

Donald Blaskiewicz

13h10 – Resposta cervical na EIA

Paulo Cavali

13h30 às 14h10 – ALMOÇO

14h10 – Anomalias congênitas e relações craniométricas da região craniovertebral

Denise Tokeshi

14h40 – Considerações cirúrgicas para invaginação basilar

Geraldo Sá

15h00 – Técnica de Goel

Luis Carelli

15h20 – Distonias cervicais

Paulo Cavali

15h40 – Mielopatia Espondilótica e Possível Deformidade Associada 

Mario Taricco

16h00 – Considerações de acesso cirúrgico para mielopatia

Chris Ames

16h20 – Patogênese e considerações cirúrgicas em OPLL

Roger Brock

16h30 – Deformidade cervical pós-laminectomia

Alexandre Fogaça

17h00 – ENCERRAMENTO

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Local: 
Hospital Alemão Oswaldo Cruz – Auditório da Torre E – 1º Subsolo
Rua Treze de Maio, 1815 – Paraíso/SP

Horários:
Dia 23 das 13h às 18h
Dia 24 das 8h40 às 17h

Informações e inscrições:
11 3549-0585/0577 ou iecs@haoc.com.br

 

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IPC no Congresso Brasileiro de Cirurgia Espinhal

Os profissionais do IPC vão participar da 17ª edição do Congresso Brasileiro de Cirurgia Espinhal, em 16 e 17 de março, em São Paulo http://cirurgiaespinhal.com.br/2017/. O evento reúne uma comunidade médica renomada do Brasil e do exterior. A participação da equipe do IPC está concentrada na tarde do dia de abertura do Congresso (16/03). Às 14h40, a palestra do Dr. Luiz Pimenta será sobre ACR – Anterior Column Reconstruction. Pouco antes, o Dr. Rodrigo Amaral, que preside a Sociedade Brasileira de Coluna – seção SP e é ortopedista do IPC -, discutirá osteotomia por via posterior. O Dr. Rubens Jensen discorre sobre a escoliose cervicotorácica no fim da manhã.

Além das palestras, o Congresso tem espaço para apresentação de trabalhos científicos e pesquisas técnicas. As inscrições para o encontro se encerram no dia 5 de março.

 

Artroplastia e Fusão Cervical
Já está disponível a 6ª edição do IPC em Revista
Acesso lateral: uma opção moderna para a coluna
Curvatura anormal é característica da Camptocormia
Como a Síndrome de Marfan afeta a coluna
8ª edição do Curso IPC começa amanhã
IPC no Congresso Brasileiro de Cirurgia Espinhal