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Nature: implantes permitem a macacos paraplégicos voltar a andar

A tecnologia pode revolucionar, até 2026, a reabilitação de humanos com lesões na coluna vertebral. A notícia foi publicada na revista “Nature” (leia aqui), uma das publicações com maior credibilidade na comunidade científica internacional, e traz detalhes sobre um estudo relacionado a implantes cerebrais e lesões na coluna.

O Dr. Rodrigo Amaral, ortopedista do IPC e presidente da Sociedade Brasileira de Coluna – Regional SP, afirma que a pesquisa “representa um avanço palpável”. Ele ressalta que é importante entender o mecanismo utilizado pelos cientistas: “no geral, quando se fala em recuperação de lesionado medular, a maioria dos pesquisadores ainda tenta alternativas para fazer com que a região lesionada volte a funcionar. Essa é uma questão complexa porque o tecido neurológico é muito sensível e, por vezes, não tem potencial de recuperação”, explica Amaral. O estudo, segundo ele, aponta para um grande avanço no campo da reabilitação de pessoas com lesões graves na coluna.

Na Superinteressante: leia aqui

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Dicas IPC: cuidados com a coluna na hora de dirigir

Longos períodos em uma mesma posição podem sobrecarregar a coluna vertebral e sua musculatura. O trânsito das grandes cidades, por exemplo, está cada vez mais lento e caótico. E esta realidade diária pode trazer prejuízos para a saúde de quem fica muito tempo na direção. É importante ficar atento à sua postura ao dirigir.

Os automóveis atuais permitem um melhor ajuste do encosto e do assento. Manter uma boa altura e angulação do banco, além da proximidade ao volante, é fundamental para prevenir ou minimizar o problema.

O Dr. Luiz Pimenta, diretor do nosso IPC, explica que “o mais importante é que não seja preciso desencostar do banco para acionar os pedais, realizar manobras e visualizar os retrovisores. O motorista deve também fazer pequenas pausas durante períodos longos ao volante, sempre realizando alongamentos simples para as pernas e braços, bem como para a região lombar e cervical”, ressalta. “Hoje em dia a população está passando mais tempo dirigindo. Isso vem causando muitas dores musculares, aumentando os problemas relacionados à coluna. A maior parte das queixas vem de uma má postura ao dirigir, o que é facilmente tratado e evitado apenas com a melhora postural e exercícios físicos regulares”, completa o Dr. Pimenta.

Veja, a seguir, algumas dicas que vão ajudar você a prevenir a dor nas costas, enquanto dirige.

» Manter o ângulo do assento entre 100 a 110 graus, dando apoio total à coluna, mantendo-a relaxada (evita lesões dos músculos do pescoço e articulações da coluna, quando o assento estiver muito angulado);

» Ajustar o encosto de cabeça de acordo com a altura do motorista, de preferência na linha dos olhos (evita o efeito chicote da cabeça e protege das lesões no caso de colisão traseira);

» Uso de suporte lombar (alguns carros dispõem do dispositivo, mas uma pequena almofada ajuda a melhor distribuição da carga sobre a coluna);

» Braços levemente flexionados ao segurar o volante. Com os braços esticados, o volante deve estar na altura dos punhos (evita lesões em colisões frontais; permite respostas rápidas frente às situações de perigo; mantém a musculatura do pescoço não tensionada);

» Os braços devem estar em posição aproximada aos ponteiros do relógio em 9 horas e 15 minutos, ou seja, alinhados paralelamente na altura da metade do volante;

» Os calcanhares devem estar sempre apoiados no assoalho do veículo, evitando a sobrecarga da coluna lombar;

» Os pedais devem ser alcançados de tal forma que mesmo pressionados, os joelhos continuem um pouco flexionados;

» Os joelhos devem estar ao nível dos quadris ou acima, para evitar sobrecarga da coluna lombar.

Cuide-se e viva melhor!

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Dicas IPC: cuide bem da sua coluna

Dificilmente prestamos atenção à maneira como nos sentamos diante do computador, como arrumamos a nossa casa (lavar, passar, varrer) e até mesmo como caminhamos. Isso pode desencadear problemas na coluna. Não é à toa que a Organização Mundial da Saúde alerta que 80% da população em todo o mundo tem ou terá algum tipo de dor nas costas, em algum momento da vida.
A estrutura corpórea é mantida pelo sistema esquelético, composto por ossos e músculos. Uma das principais partes desse sistema é a coluna vertebral, que se estende da parte de baixo do crânio até a bacia. Composta por ossos (vértebras), articulações (discos intervertebrais) e musculatura adjacente, ela confere sustentação, proteção e movimentação. Todos os elementos componentes da coluna tem que estar em harmonia para um funcionamento impecável.
Ao longo dos anos, a nossa coluna vertebral sofre um desgaste natural. No entanto, é possível evitar certos hábitos – ligados à má postura – durante a realização de atividades cotidianas que aceleram esse processo.
A seguir, listamos algumas dicas valiosas para manter a coluna saudável no trabalho e em casa:
Sentar
» Costas encostadas e eretas, porém não rígidas
» Pernas em um ângulo de 90º
» apoiados no chão ou em apoio apropriado
Computador
» Mantenha a cadeira próxima à mesa, de modo que as costas fiquem retas e totalmente apoiadas no encosto
» Preste atenção na altura da cadeira, para que a mesa fique em uma altura em que o cotovelo forme um ângulo próximo de 90º e seus ombros fiquem relaxados. Além disso, os pés devem estar apoiados no chão ou em apoio apropriado para que a perna forme um ângulo próximo de 90º
» Sempre que possível espreguice, alongando o corpo
Parado ou de pé
» Sempre que possível é útil descansar o pé em um suporte (banquinho, caixa…)
Andando
» Não ande com as costas curvadas à frente, ande olhando para frente com uma postura ereta, relaxada e não extremamente rígida
Abaixar
» Não curvar as costas
» Flexionar ou apoiar no chão os joelhos
Pegar peso no chão
» Não sobrecarregar as costas, curvando-a
» Flexionar os joelhos para dividir com as pernas o peso do corpo e da carga
Carregar peso
» Levar o peso junto ao corpo, mantendo um ângulo próximo de 90º no cotovelo
Dormir
» Não se manter rigidamente esticado
» Não dormir de barriga para baixo
» Se dormir de barriga para cima, apoiar a parte de trás dos joelhos em uma almofada
» Se dormir de lado, coloque um travesseiro no meio dos joelhos
Travesseiro
» Escolha um travesseiro que se adapte à altura do pescoço, tomando cuidado com travesseiros muito altos ou muito baixos
Pia/Mesa de passar roupas
» Mantenha o corpo ereto, porém não tenso
» Mantenha um dos pés um pouco a frente do outro e flexione levemente a outra perna para garantir um descanso para as costas
» Preste atenção na altura da pia/bancada/mesa de passar para que o corpo não fique curvado ou os braços muito levantados
Varrer a casa 
» Escolha uma vassoura com o cabo que tenha a altura acima de seu ombro
» No cabo, uma mão segura a extremidade e outra vai à altura um pouco acima da linha da cintura
» Quando estiver varrendo, não curve as costas. Mantenha-se ereto e sempre que necessário, flexione levemente os joelhos
Subir escadas 
» Quando estiver subindo escadas, não curve muito as costas, tente se manter ereto, colocando o peso do corpo na perna de trás e sempre que possível utilize o corrimão
Carregar sacolas
» Para carregar diversos tipos de peso, prefira dividí-los em duas partes, carregando uma em cada mão, assim mantendo a coluna balanceada

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Artigo: Cirurgia menos invasiva da coluna é tendência

Por Prof. Dr. Luiz Pimenta 

Há muitos anos, as cirurgias minimamente invasivas deixaram de ser procedimentos experimentais; hoje elas já são realidade. Podemos citar as cirurgias minimamente invasivas feitas por endoscopias e por via percutânea, nos acessos abdominais e nas articulações. Na área da coluna vertebral, essas cirurgias são possíveis para casos selecionados de várias patologias, como hérnia de disco, degenerações discais, compressões, escolioses e escorregamento vertebral, entre outras.

Os objetivos de uma cirurgia menos invasiva devem ser os mesmos de uma cirurgia tradicional. Porém, ao contrário do que pode parecer à primeira vista, realizar um procedimento com menos invasão não necessariamente quer dizer que a cirurgia é feita por um pequeno corte ou com ajuda de câmeras ou microscópios. Em linhas gerais, essas técnicas minimamente invasivas se preocupam em causar o menor dano possível aos elementos internos do corpo que estão saudáveis. Assim, podemos ter um efeito positivo do procedimento cirúrgico diminuindo os efeitos colaterais imediatos ou em longo prazo.

Para os pacientes, os benefícios são diversos: menor perda sanguínea, menor necessidade de internação em UTI, menor tempo de estadia hospitalar, retorno mais rápido às atividades diárias e ao trabalho. Com o paciente se movimentando e andando mais rápido, pretendemos evitar complicações relacionadas aos longos períodos acamado: infecção hospitalar, doenças pulmonares, trombose, além da potencial diminuição de custos ao paciente, hospital e convênio (público ou privado). Com menor agressão cirúrgica, alguns pacientes mais idosos ou mais debilitados, que não poderiam ser submetidos a cirurgias tradicionais (mais agressivas), podem ser beneficiados.

A incorporação de novas tecnologias para melhoria de resultados na saúde já é realidade em alguns locais do Brasil. Entretanto, o avanço da divulgação desde procedimento, da aparelhagem dos estabelecimentos de saúde, do treinamento e educação adequados ainda é um ponto limitante na difusão dessas técnicas, em especial longe dos grandes centros. A implementação inicial e o custo imediato precisam ser balanceados com a redução de custos indiretos e a médio prazo. É fundamental romper paradigmas e analisar a relação custo/benefício real a longo prazo para disponibilizar melhores tratamentos com menor impacto físico e social.

 

* Luiz Pimenta é diretor do Instituto de Patologia da Coluna (IPC), presidiu a Sociedade Internacional para o Avanço da Cirurgia da Coluna (ISASS) e é professor associado da Universidade da Califórnia, em San Diego (UCSD).

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