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By Patologia da Coluna

O celular é um inimigo da coluna?

A imprensa tem publicado reportagens sobre a frequência de dores, sobretudo na coluna cervical, em função do uso em excesso de celulares e dispositivos móveis.

O Dr. Nicholai Pourchet, ortopedista do IPC, explica que “Text neck” é o termo em inglês usado para definir a dor na coluna cervical decorrente do hábito “de ficarmos cada vez mais olhando para a tela dos telefones e de outros aparelhos eletrônicos por horas e horas ao longo do nosso dia”.

Pourchet ressalta que “os músculos da região cervical necessitam de uma força maior para garantir a sustentação da cabeça, já que o ‘peso relativo’ da própria cabeça aumenta com a inclinação”. Por isso, é comum sentirmos dor no pescoço, no entorno dos músculos que vão até o ombro, além de uma sensação de rigidez.

 

Esses sintomas podem surgir já com apenas duas horas diárias de uso desses aparelhos. Para prevenirmos, devemos nos policiar em manter a altura dos aparelhos o mais próximo possível da altura dos olhos (evitando a inclinação inadequada). O Dr. Nicholai explica ainda que é recomendável imaginar “uma linha vertical que passa no meio da orelha em direção ao solo – e essa deve também passar no meio do ombro”. Outra medida, segundo ele, é dar uma pausa de pelo menos 20 minutos durante o uso.

Aproveite o tempo livre para alongar o pescoço – olhar bem para cima e inclinar a cabeça lateralmente… Fazer algumas vezes isso já ajuda bastante, diz o médico do IPC. Procure sempre fazer exercícios físicos e, para ajudar ainda mais, é necessário que toda a musculatura em torno da coluna esteja fortalecida. Como qualquer problema de coluna, sintomas como alterações na força dos membros superiores, na sensibilidade, sensação de choque são sinais importantes para que se procure ajuda médica o quanto antes.

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Saiba mais sobre o músculo psoas

Pouco conhecido pela maioria das pessoas, o psoas é um dos músculos responsáveis pela estabilização da coluna lombar e quadril. “Ele se origina em múltiplos pontos da região lombar, nas vértebras da coluna lombar (vértebras L1, L2, L3) e se insere no trocanter menor do fêmur, atuando como um meio de conexão entre a coluna e as pernas”, explica o Dr. Rodrigo Amaral, ortopedista do IPC.

Sua principal função é realizar a flexão do quadril, mas também auxilia na estabilidade da coluna lombar. Por isso, requer cuidados contínuos para evitar problemas. “Esse músculo deve ser alongado e fortalecido de maneira correta, com o auxílio e orientação de profissionais especializados, para garantir a boa evolução da marcha e prevenir dores na coluna lombar por compensação e mau funcionamento segmentar vertebral”, alerta o especialista.

Evitar o sedentarismo no dia a dia e os longos períodos na mesma posição, principalmente ficar sentado, podem auxiliar na prevenção à atrofia e encurtamento desse músculo. “Sua inibição e encurtamento repercute na flexibilidade e na mobilidade quadril, além da mobilidade e estabilização do segmento vertebral”, afirma o Dr. Rodrigo.

Nos casos de doenças degenerativas da coluna vertebral, é necessário o tratamento cirúrgico com artrodese da coluna. O músculo psoas é um importante reparo anatômico para a realização da técnica de artrodese* por via lateral minimamente invasiva, chamada de XLIF. De acordo com o especialista do IPC, “a travessia romba da musculatura do psoas oferece um acesso direto ao disco intervertebral, com a possibilidade de realização de técnicas de artrodese interssomática, por meio da colação de espaçadores (cages) no espaço discal, com mínima agressão aos músculos e tecidos adjacentes da coluna”.

 

* Cirurgia para conectar permanentemente duas ou mais vértebras, com objetivo de eliminar movimentação dolorosa local e/ou substituir o disco intervertebral doente ou degenerado.

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Dores na coluna podem estar relacionadas à fibromialgia

Com diagnóstico complexo, a fibromialgia é uma síndrome que causa dores pelo corpo, que vêm acompanhadas de sintomas como fadiga, ansiedade, depressão, problemas de memória, dor de cabeça e abdominal, tontura, queimações e formigamentos.

Segundo o Dr. Rodrigo Amaral, ortopedista do IPC, só é possível confirmar o quadro quando há certeza de que o paciente não é portador de nenhuma outra doença, como distúrbios metabólicos, problemas na coluna, doenças articulares, miopáticas, neurológicas e uma série de outras patologias que também têm a dor como sintoma.

Por isso, é necessário acompanhamento médico para avaliar se o paciente possui ou não a síndrome. “É importante entender que a dor na coluna é um sintoma, mas não é, necessariamente, um diagnóstico. Os problemas na coluna podem gerar dor nas costas, mas diversos outros fatores, como as fibromialgias, são desencadeadores de dores na região lombar ou cervical”, ressalta.

Além da avaliação, o médico conta que a prática de exercícios e mudança de hábitos pode ajudar os pacientes que possuem algum problema de coluna ou fibromialgia.

Para saber mais: http://g1.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/videos/v/fibromialgia-e-doenca-de-dificil-de-diagnostico-e-causa-dores-cronicas-pelo-corpo/5567875/

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DICAS IPC: saiba como prevenir dores nas costas durante a gravidez

A dor lombar ou lombalgia é um problema de saúde recorrente. A gravidez, por exemplo, é uma das condições que predispõem as mulheres a terem dor nas costas. Muitas grávidas consideram que essas dores lombares sejam uma parte normal da gravidez e esperam que desapareçam espontaneamente após o parto, mas essa condição deve ser considerada como um evento a se prestar atenção.

Para algumas mulheres, as dores lombares na gravidez podem ser o início de um problema crônico, causando prejuízo físico considerável.

As dores nas costas correspondem à complicação mais comum na gestante. Isto ocorre devido às importantes mudanças da estrutura do corpo da mulher ao longo da gestação. Com o desenvolvimento e crescimento do bebê, o centro de gravidade da gestante se desloca para frente. Para compensar esta mudança ela curva-se para trás, aumentando sua curvatura lombar (lordose).

Além desta compensação postural, atividades diárias passam a exigir esforços do corpo de forma diferente. Sem um preparo muscular adequado certamente vai acontecer uma sobrecarga na coluna, gerando desconforto e dores.

Atividades físicas e alimentação adequada são indicadas para manter a futura mãe saudável física e psicologicamente. Exercícios de baixo impacto como caminhadas, hidroginástica, natação e yoga são ideais para a manutenção da musculatura, o que auxilia para uma natural readaptação do corpo à nova estrutura.

Alongamentos realizados de forma correta são sempre fonte de relaxamento e alívio de dores localizadas. Utilize-os, mas não abuse, pois a alteração dos hormônios nesta fase pode levar a uma frouxidão dos ligamentos dos músculos.

Quando as dores são inevitáveis, programas personalizados de fisioterapia e massoterapia são úteis para alívio e contínua prevenção. Apesar de estar fisicamente apta a realizar diversas tarefas, a gestante deve tomar cuidados redobrados para evitar acidentes, pois como dito anteriormente, o corpo da mulher grávida está diferente e assim, são mais recorrentes os incidentes. Também é muito importante manter uma boa alimentação. E claro, o cigarro e a ingestão de bebidas alcoólicas devem ser evitados, pois podem causar sérios danos à criança.

Redobre os cuidados com a sua saúde na gravidez e faça deste período algo prazeroso e inesquecível.

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Nature: implantes permitem a macacos paraplégicos voltar a andar

A tecnologia pode revolucionar, até 2026, a reabilitação de humanos com lesões na coluna vertebral. A notícia foi publicada na revista “Nature” (leia aqui), uma das publicações com maior credibilidade na comunidade científica internacional, e traz detalhes sobre um estudo relacionado a implantes cerebrais e lesões na coluna.

O Dr. Rodrigo Amaral, ortopedista do IPC e presidente da Sociedade Brasileira de Coluna – Regional SP, afirma que a pesquisa “representa um avanço palpável”. Ele ressalta que é importante entender o mecanismo utilizado pelos cientistas: “no geral, quando se fala em recuperação de lesionado medular, a maioria dos pesquisadores ainda tenta alternativas para fazer com que a região lesionada volte a funcionar. Essa é uma questão complexa porque o tecido neurológico é muito sensível e, por vezes, não tem potencial de recuperação”, explica Amaral. O estudo, segundo ele, aponta para um grande avanço no campo da reabilitação de pessoas com lesões graves na coluna.

Na Superinteressante: leia aqui

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Dicas IPC: cuidados com a coluna na hora de dirigir

Longos períodos em uma mesma posição podem sobrecarregar a coluna vertebral e sua musculatura. O trânsito das grandes cidades, por exemplo, está cada vez mais lento e caótico. E esta realidade diária pode trazer prejuízos para a saúde de quem fica muito tempo na direção. É importante ficar atento à sua postura ao dirigir.

Os automóveis atuais permitem um melhor ajuste do encosto e do assento. Manter uma boa altura e angulação do banco, além da proximidade ao volante, é fundamental para prevenir ou minimizar o problema.

O Dr. Luiz Pimenta, diretor do nosso IPC, explica que “o mais importante é que não seja preciso desencostar do banco para acionar os pedais, realizar manobras e visualizar os retrovisores. O motorista deve também fazer pequenas pausas durante períodos longos ao volante, sempre realizando alongamentos simples para as pernas e braços, bem como para a região lombar e cervical”, ressalta. “Hoje em dia a população está passando mais tempo dirigindo. Isso vem causando muitas dores musculares, aumentando os problemas relacionados à coluna. A maior parte das queixas vem de uma má postura ao dirigir, o que é facilmente tratado e evitado apenas com a melhora postural e exercícios físicos regulares”, completa o Dr. Pimenta.

Veja, a seguir, algumas dicas que vão ajudar você a prevenir a dor nas costas, enquanto dirige.

» Manter o ângulo do assento entre 100 a 110 graus, dando apoio total à coluna, mantendo-a relaxada (evita lesões dos músculos do pescoço e articulações da coluna, quando o assento estiver muito angulado);

» Ajustar o encosto de cabeça de acordo com a altura do motorista, de preferência na linha dos olhos (evita o efeito chicote da cabeça e protege das lesões no caso de colisão traseira);

» Uso de suporte lombar (alguns carros dispõem do dispositivo, mas uma pequena almofada ajuda a melhor distribuição da carga sobre a coluna);

» Braços levemente flexionados ao segurar o volante. Com os braços esticados, o volante deve estar na altura dos punhos (evita lesões em colisões frontais; permite respostas rápidas frente às situações de perigo; mantém a musculatura do pescoço não tensionada);

» Os braços devem estar em posição aproximada aos ponteiros do relógio em 9 horas e 15 minutos, ou seja, alinhados paralelamente na altura da metade do volante;

» Os calcanhares devem estar sempre apoiados no assoalho do veículo, evitando a sobrecarga da coluna lombar;

» Os pedais devem ser alcançados de tal forma que mesmo pressionados, os joelhos continuem um pouco flexionados;

» Os joelhos devem estar ao nível dos quadris ou acima, para evitar sobrecarga da coluna lombar.

Cuide-se e viva melhor!

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Dicas IPC: cuide bem da sua coluna

Dificilmente prestamos atenção à maneira como nos sentamos diante do computador, como arrumamos a nossa casa (lavar, passar, varrer) e até mesmo como caminhamos. Isso pode desencadear problemas na coluna. Não é à toa que a Organização Mundial da Saúde alerta que 80% da população em todo o mundo tem ou terá algum tipo de dor nas costas, em algum momento da vida.
A estrutura corpórea é mantida pelo sistema esquelético, composto por ossos e músculos. Uma das principais partes desse sistema é a coluna vertebral, que se estende da parte de baixo do crânio até a bacia. Composta por ossos (vértebras), articulações (discos intervertebrais) e musculatura adjacente, ela confere sustentação, proteção e movimentação. Todos os elementos componentes da coluna tem que estar em harmonia para um funcionamento impecável.
Ao longo dos anos, a nossa coluna vertebral sofre um desgaste natural. No entanto, é possível evitar certos hábitos – ligados à má postura – durante a realização de atividades cotidianas que aceleram esse processo.
A seguir, listamos algumas dicas valiosas para manter a coluna saudável no trabalho e em casa:
Sentar
» Costas encostadas e eretas, porém não rígidas
» Pernas em um ângulo de 90º
» apoiados no chão ou em apoio apropriado
Computador
» Mantenha a cadeira próxima à mesa, de modo que as costas fiquem retas e totalmente apoiadas no encosto
» Preste atenção na altura da cadeira, para que a mesa fique em uma altura em que o cotovelo forme um ângulo próximo de 90º e seus ombros fiquem relaxados. Além disso, os pés devem estar apoiados no chão ou em apoio apropriado para que a perna forme um ângulo próximo de 90º
» Sempre que possível espreguice, alongando o corpo
Parado ou de pé
» Sempre que possível é útil descansar o pé em um suporte (banquinho, caixa…)
Andando
» Não ande com as costas curvadas à frente, ande olhando para frente com uma postura ereta, relaxada e não extremamente rígida
Abaixar
» Não curvar as costas
» Flexionar ou apoiar no chão os joelhos
Pegar peso no chão
» Não sobrecarregar as costas, curvando-a
» Flexionar os joelhos para dividir com as pernas o peso do corpo e da carga
Carregar peso
» Levar o peso junto ao corpo, mantendo um ângulo próximo de 90º no cotovelo
Dormir
» Não se manter rigidamente esticado
» Não dormir de barriga para baixo
» Se dormir de barriga para cima, apoiar a parte de trás dos joelhos em uma almofada
» Se dormir de lado, coloque um travesseiro no meio dos joelhos
Travesseiro
» Escolha um travesseiro que se adapte à altura do pescoço, tomando cuidado com travesseiros muito altos ou muito baixos
Pia/Mesa de passar roupas
» Mantenha o corpo ereto, porém não tenso
» Mantenha um dos pés um pouco a frente do outro e flexione levemente a outra perna para garantir um descanso para as costas
» Preste atenção na altura da pia/bancada/mesa de passar para que o corpo não fique curvado ou os braços muito levantados
Varrer a casa 
» Escolha uma vassoura com o cabo que tenha a altura acima de seu ombro
» No cabo, uma mão segura a extremidade e outra vai à altura um pouco acima da linha da cintura
» Quando estiver varrendo, não curve as costas. Mantenha-se ereto e sempre que necessário, flexione levemente os joelhos
Subir escadas 
» Quando estiver subindo escadas, não curve muito as costas, tente se manter ereto, colocando o peso do corpo na perna de trás e sempre que possível utilize o corrimão
Carregar sacolas
» Para carregar diversos tipos de peso, prefira dividí-los em duas partes, carregando uma em cada mão, assim mantendo a coluna balanceada

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Artigo: Cirurgia menos invasiva da coluna é tendência

Por Prof. Dr. Luiz Pimenta 

Há muitos anos, as cirurgias minimamente invasivas deixaram de ser procedimentos experimentais; hoje elas já são realidade. Podemos citar as cirurgias minimamente invasivas feitas por endoscopias e por via percutânea, nos acessos abdominais e nas articulações. Na área da coluna vertebral, essas cirurgias são possíveis para casos selecionados de várias patologias, como hérnia de disco, degenerações discais, compressões, escolioses e escorregamento vertebral, entre outras.

Os objetivos de uma cirurgia menos invasiva devem ser os mesmos de uma cirurgia tradicional. Porém, ao contrário do que pode parecer à primeira vista, realizar um procedimento com menos invasão não necessariamente quer dizer que a cirurgia é feita por um pequeno corte ou com ajuda de câmeras ou microscópios. Em linhas gerais, essas técnicas minimamente invasivas se preocupam em causar o menor dano possível aos elementos internos do corpo que estão saudáveis. Assim, podemos ter um efeito positivo do procedimento cirúrgico diminuindo os efeitos colaterais imediatos ou em longo prazo.

Para os pacientes, os benefícios são diversos: menor perda sanguínea, menor necessidade de internação em UTI, menor tempo de estadia hospitalar, retorno mais rápido às atividades diárias e ao trabalho. Com o paciente se movimentando e andando mais rápido, pretendemos evitar complicações relacionadas aos longos períodos acamado: infecção hospitalar, doenças pulmonares, trombose, além da potencial diminuição de custos ao paciente, hospital e convênio (público ou privado). Com menor agressão cirúrgica, alguns pacientes mais idosos ou mais debilitados, que não poderiam ser submetidos a cirurgias tradicionais (mais agressivas), podem ser beneficiados.

A incorporação de novas tecnologias para melhoria de resultados na saúde já é realidade em alguns locais do Brasil. Entretanto, o avanço da divulgação desde procedimento, da aparelhagem dos estabelecimentos de saúde, do treinamento e educação adequados ainda é um ponto limitante na difusão dessas técnicas, em especial longe dos grandes centros. A implementação inicial e o custo imediato precisam ser balanceados com a redução de custos indiretos e a médio prazo. É fundamental romper paradigmas e analisar a relação custo/benefício real a longo prazo para disponibilizar melhores tratamentos com menor impacto físico e social.

 

* Luiz Pimenta é diretor do Instituto de Patologia da Coluna (IPC), presidiu a Sociedade Internacional para o Avanço da Cirurgia da Coluna (ISASS) e é professor associado da Universidade da Califórnia, em San Diego (UCSD).

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