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By Patologia da Coluna

Raios-X durante a gravidez

Muitos dos diagnósticos feitos para o sistema musculoesquelético, inclusive coluna vertebral, são feitos através de exames de imagem que utilizam radiação ionizante. Os principais deles são as radiografias (chamadas também de raios-X) e a tomografia computadorizada (TC). Mas será que estes mesmos procedimentos devem ser utilizados em gestantes?

É aconselhável que estas técnicas sejam evitadas. Doses muito altas de radiação podem causar dano ao DNA e trazer consequências, principalmente, para o bebê durante os três primeiros meses de gestação. No entanto, é possível utilizar esses exames, se for realmente necessário – por exemplo, na hora de verificar uma fratura em caráter de emergência.

Para evitar qualquer risco, uma alternativa ao uso da radiação é a ressonância magnética (RM), que além de não ser contraindicada para gestantes, possibilita um excepcional exame de imagem para diagnóstico médico.

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Obesidade: o surgimento de problemas na coluna

A obesidade é um dos maiores problemas de saúde pública do mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Manter uma alimentação calórica, falta ou ausência de atividades físicas e outros hábitos sedentários são algumas das principais causas para o aumento do peso.

Com os quilos a mais, aumenta-se o risco do desenvolvimento de doenças cardíacas, hipertensão e diabetes. Mas o perigo não está apenas no aparecimento destas doenças.

O sobrepeso traz problemas ao pilar do nosso corpo – a coluna. “Se o indivíduo for mais pesado, mais fraco ele se torna. Porque ao mesmo tempo que ele ganha gordura, ele geralmente perde massa muscular e essa combinação gera uma cascata de eventos”, explica o Dr. Luiz Pimenta, diretor do IPC e neurocirurgião especialista em coluna.

Com o corpo mais vulnerável, a região da coluna sofre um desgaste que pode resultar em hérnia de disco, lombalgia, osteoporose, osteoartrite, artrite reumatoide, doença degenerativa de disco, estenose de canal e espondilolisteses.

Assim, para evitar o surgimento de doenças, é preciso investir em hábitos saudáveis, como exercícios físicos – que devem ser feitos sempre com a supervisão de um profissional que indique a atividade mais adequada.

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Curvatura anormal é característica da Camptocormia

A Camptocormia, também chamada de Síndrome da Coluna Vertebral Curvada (do inglês Bent Spine Syndrome – BSS), é definida pela postura anormal do tronco, que se torna mais evidente quando o paciente está em pé, aumentando a curvatura durante a caminhada e desaparecendo quando deitado.

“Esta patologia, especialmente em tempo de guerra, já foi considerada um transtorno psicogênico, mas hoje, além das síndromes psiquiátricas, muitos casos de Camptocormia têm uma origem somática, relacionada a uma série de distúrbios músculo-esqueléticos ou neurológicos”, explica Dr. Ângelo Netto, neurocirurgião do IPC.

O médico ainda afirma que a maioria dos casos de origem muscular está relacionado a uma miopatia idiopática primária de início tardio, aparecendo progressivamente em pacientes idosos. “O diagnóstico de miopatia axial, descrito pela primeira vez por Laroche et al, é baseado no exame de Tomografia computadorizada (CT) ou Ressonância magnética (MRI), que demonstra a infiltração de tecido gorduroso maciça de músculos paravertebrais”, completa.

Em relação ao aspecto histológico (estudo dos tecidos biológicos) não específico, o exame inclui fibrose endomísial extensa e tecido adiposo com fibras degeneradas irregulares. A fraqueza dos músculos paravertebrais pode ser secundária a uma grande variedade de doenças, gerando alterações patológicas difusas no tecido muscular.

“A BSS pode ser o sintoma predominante e, por vezes, revelador de uma desordem muscular mais generalizada. As causas do transtorno secundário são numerosas. Elas devem ser cuidadosamente avaliadas antes de considerar o diagnóstico de miopatia axial primária”, conta o neurocirurgião.

Segundo Dr. Netto, as principais etiologias incluem, por um lado, miopatias inflamatórias, distrofias musculares de início tardio, miopatias miotônicas, endócrinas e metabólicas e, por outro lado, distúrbios neurológicos, principalmente, a doença de Parkinson. “Camptocormia em parkinsonismo é causada por distonia axial, que é a marca registrada da doença de Parkinson”, completa o médico.

Referente ao tratamento para a síndrome, não existe um acompanhamento farmacológico específico para a miopatia axial primária, sendo recomendado ao paciente portador da BSS, a prática de atividades em geral – como caminhadas, fisioterapia e exercícios.

“O tratamento de forma secundária da Camptocormia depende da variedade do distúrbio que gera a patologia muscular. O manejo farmacológico e geral do transtorno na doença de Parkinson se funde com o do parkinsonismo. A cirurgia, com correção da deformidade da coluna, pode ser uma opção, caso o paciente tenha condições e indicações clínicas”, conclui o doutor.

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Como a Síndrome de Marfan afeta a coluna

Você já ouviu falar da Síndrome de Marfan? A doença autossômica dominante (ou seja, a criança recebe de um dos pais o gene mutante que resulta na transmissão da patologia), é caracterizada pela falta ou produção anormal da glicoproteína chamada fibrilina-I, que causa alteração da elasticidade dos tecidos do corpo humano.

O ortopedista do IPC, Dr. Fernando Marcelino, explica que os pacientes com esta síndrome, em geral, apresentam alta estatura e membros longos e finos. “Os dedos, com essa alteração, se assemelham com as patas de uma aranha (aracnodactília)”. São comuns surgirem também deformidades na coluna e na caixa torácica, alterações oculares e anomalias cardíacas.

Entre as deformidades, a mais comum é a Escoliose, que apresenta uma curvatura em forma de “S” ou “C” na coluna. “Essa patologia pode estar presente em até 63% dos pacientes e, muitas vezes, é a condição que faz com que as pessoas procurem orientação médica, tornando o cirurgião de coluna de extrema importância para o diagnóstico da síndrome, uma vez que este é clínico”, diz Marcelino.

Ele ainda conta que esse desalinhamento na coluna, quando surge em pessoas com a Síndrome de Marfan, é semelhante às curvas idiopáticas (sem causa definida), porém apresentam uma progressão mais intensa e normalmente acabam necessitando de correção cirúrgica. Mas antes do procedimento, a avaliação pré-operatória é primordial, devido as frequentes anomalias cardíacas causadas pela doença.

“Os pacientes precisam ser avaliados por um cardiologista, pois as cirurgias podem apresentar mais complicações do que as da escoliose idiopática, por conta da fragilidade dos tecidos inerentes a síndrome”, alerta Dr. Fernando Marcelino.

 

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8ª edição do Curso IPC começa amanhã

Evento acontece no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo

Começa nessa quinta (23) a 8ª edição do Curso IPC: Temas Avançados em Coluna Cervical – Alinhamento Sagital e deformidades. O evento, que será realizado no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, é voltado principalmente a médicos, residentes, estudantes de medicina, ortopedistas, neurocirurgiões e cirurgiões de coluna.

Com a coordenação do Dr. Luiz Pimenta, diretor do nosso instituto, e do Dr. Rodrigo Amaral, ortopedista do IPC, o encontro dura até sexta-feira (24) e contará com a presença de profissionais nacionais e internacionais, com destaque para os norte-americanos Donald Blaskiewicz e Christopher Ames.

Durante as palestras serão discutidos assuntos que envolvem técnicas cirúrgicas, traumas, conceitos de alinhamento cervical, fusão e artroplastia, malformações e degeneração e mielopatia.

Confira a programação completa:

Quinta-feira, 23 de março de 2017

13h30 às 14h – RETIRADA DE CRACHÁS

14h00 – Porque alinhamento cervical é importante – parâmetros e relevância

Chris Ames

14h30 – Alinhamento sagital cervical – estudo e perspectiva Brasileira

Raphael Pratali

14h40 – Classificações de deformidade da coluna cervical

Donald Blaskiewicz

15h10 – Objetivos cirúrgicos gerais, planejamento pré-operatório e preparação para correção

Donald Blaskiewicz

15h30 – Uso da Ressonância Magnética dinâmica

Fernando Herrero

15h50 – Neuromonitorização intraoperatória em cirurgia cervical

Ricardo Ferreira

16h10pm – 16h40 – COFFEE BREAK

16h40 – Common Complications of Cervical Deformity Correction

Chris Ames

17h00 – Alinhamento sagital e coronal em ACDF curtas

Andrei Joaquim

17h20 – Artroplastia x artrodese cervical – EBM

Ricardo Botelho

17h40 – Alinhamento sagital e coronal em artroplastia cervical

Francisco Sampaio

18h00 – CLOSING REMARKS

18h30 às 20h30 – FACULTY DINNER

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Sexta-feira, 24 de março de 2017

INÍCIO

8h30 – Traumas de Coluna Cervical Alta

Roger Brock

8h50 – Deformidade pós-traumática devido à fratura odontoide

Geraldo Sá Carneiro

9h10 – Estabilização menos invasiva para fratura de odontoide  

Donald Blaskiewicz

9h30 – Fratura cervical subaxial: aplicação e correlação AO e SLIC

Alexandre Fogaça

9h50 – Técnicas para fixação C1-C2

Rubens Jensen

10h10 – Uso de tração nas deformidades cervicais

Luis Eduardo Carelli

10h30 – Considerações gerais sobre o manejo fisioterápico das deformidades cervicais

Renata Negri Sapata

10h50 às 11h30 – COFFEE BREAK

11h30 – Corpectomia e fixação anterior para fraturas cervicais

Mario Taricco

11h50 – Reconstrução da coluna anterior na Coluna cervical

Donald Blaskiewicz

12h10 – Fixações cervicais longas

Andrei Joaquim

12h30 – Osteotomias na coluna cervical

Luis Carelli

12:50 – Como as a Coluna TL afeta a cervical e como a cervical afeta a TL

Donald Blaskiewicz

13h10 – Resposta cervical na EIA

Paulo Cavali

13h30 às 14h10 – ALMOÇO

14h10 – Anomalias congênitas e relações craniométricas da região craniovertebral

Denise Tokeshi

14h40 – Considerações cirúrgicas para invaginação basilar

Geraldo Sá

15h00 – Técnica de Goel

Luis Carelli

15h20 – Distonias cervicais

Paulo Cavali

15h40 – Mielopatia Espondilótica e Possível Deformidade Associada 

Mario Taricco

16h00 – Considerações de acesso cirúrgico para mielopatia

Chris Ames

16h20 – Patogênese e considerações cirúrgicas em OPLL

Roger Brock

16h30 – Deformidade cervical pós-laminectomia

Alexandre Fogaça

17h00 – ENCERRAMENTO

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Local: 
Hospital Alemão Oswaldo Cruz – Auditório da Torre E – 1º Subsolo
Rua Treze de Maio, 1815 – Paraíso/SP

Horários:
Dia 23 das 13h às 18h
Dia 24 das 8h40 às 17h

Informações e inscrições:
11 3549-0585/0577 ou iecs@haoc.com.br

 

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Deformidades da coluna

Dr. Nicholai Pourchet explica quais são as mais comuns e como elas afetam a região

Hipercifose, Hiperlordose e escoliose. Elas são as deformidades mais comuns da coluna vertebral e podem ocorrer de forma congênita ou adquirida. As duas primeiras surgem das curvas normais da região, chamadas de lordose e cifose, diferentemente da escoliose, que é patológica.

“As cifoses, torácica e sacral são curvas primárias da coluna vertebral, isto é, já possuímos desde o nascimento. As curvas lordóticas, cervical e lombar, aparecem ao tomarmos a postura de bípede e são curvas compensatórias. Já a escoliose, é definida como um desvio angular de mais de 10 graus no plano frontal”, explica o ortopedista do IPC, Dr. Nicholai Pourchet.

Segundo ele, os desvios na região da coluna vertebral apresentam-se de forma congênita, devido a defeitos de formação (vértebras anômalas); ou segmentação, vértebras que permaneceram total ou parcialmente unidas.

“As outras deformidades possuem um espectro muito grande de fatores, como idiopáticas, da qual não se sabe o motivo e atribui-se à genética; posturais; neuromusculares; desenvolvimentais; associadas a diversas doenças – infecções, artrites, doenças do colágeno, ao próprio envelhecimento da coluna (degenerativa)”, conta o ortopedista.

Ele descreve ainda que a escoliose idiopática é normalmente assintomática, sendo mais comum entre as mulheres, principalmente na adolescência. Esse desalinhamento na coluna, caracterizado pela curvatura em forma de “S” ou “C”, resulta no crescimento diferente no corpo – um lado cresce mais que o outro.

“Por esta doença não ter sintoma, a motivação do paciente para a procura de um médico surge quando a deformidade fica visível – ombros ou pelve desalinhados”, diz Pourchet.

Com o desenvolvimento destas patologias da coluna vertebral, há a opção de tratamento com o uso de órteses, ou seja, coletes; e até mesmo cirurgia em casos mais complexos. A prática de exercícios físicos também é importante “nas portadoras de escoliose e não deve ser desmotivada, pois as atividades não estão associadas à progressão da curva, tampouco à diminuição dos valores angulares”, explica o ortopedista do IPC.

No entanto, Pourchet faz um alerta sobre uma das poucas deformidades da coluna em que a prática esportiva precisa ser reavaliada: a espondilolistese, um escorregamento de uma vértebra sobre a outra, que pode levar à evolução da hiperlordose lombar.

“Ao notar ou suspeitar uma deformidade, é importante procurar um especialista para avaliação”, finaliza Pourchet.

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Maratonista aos 70 anos

O diretor do IPC, o neurologista Dr. Luiz Pimenta, participou do Fôlego, da Rádio Bandeirantes, apresentado pelo jornalista Ricardo Capriotti. Num bate papo descontraído, ele ressaltou a importância de manter hábitos saudáveis em todas as fases da vida e ainda falou a respeito de uma de suas paixões: a corrida. “Comecei pela musculação e, seis meses depois, já estava na primeira maratona”, lembra o neurologista que já participou de 18 provas nos últimos 21 anos.

Vale a pena conferir:

 

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Maratona sem dor

“Só mais um episódio…”

Provavelmente você já usou essa frase se adora assistir a séries e passar longas jornadas em frente à televisão.

A “ansiedade” para acompanhar o desfecho de uma temporada pode prejudicar a coluna e provocar dores. O Dr. Nicholai Pourchet compara o efeito desse comportamento ao sedentarismo. “A gente vai assistindo aos episódios, vai se distraindo, entretém a mente e tende a adotar posições ruins, que são viciosas”, explica.

O ortopedista orienta a ter atenção redobrada à forma como se senta, como se deita ou como se usa o tablet ou o laptop, “muitas vezes, deitado ou de lado”. Pourchet ainda lembra que quem passa muitas horas sentado, com as pernas para baixo e apoiado sobre o sacro tem propensão maior a sentir dores lombares. “Ao terminar um episódio, procure se levantar, dê uma pequena caminhada”, recomenda.

Só pra se ter uma ideia, atualmente, existem serviços de streaming que disponibilizam todos os capítulos e ajudam a intensificar esse costume – o “binge watching” – que nada mais é do que o ato de fazer verdadeiras maratonas de episódios.

Ouça na íntegra a dica do Dr. Nicholai Pourchet:

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Raios-X durante a gravidez
Obesidade: o surgimento de problemas na coluna
Curvatura anormal é característica da Camptocormia
Já está disponível a 4ª edição do IPC em Revista
Como a Síndrome de Marfan afeta a coluna
8ª edição do Curso IPC começa amanhã
Deformidades da coluna
Maratonista aos 70 anos
Maratona sem dor
IPC lança terceira edição de sua revista voltada à comunidade médica