Patologia da ColunaPatologia da Coluna

By engevibra

Os tumores da coluna vertebral

Conheça os principais tipos de tumores que afetam a região

Os tumores na região da coluna vertebral são doenças que crescem e se desenvolvem dentro ou em torno da coluna, produzindo compressão de tecidos nervosos ou destruição óssea. Eles constituem apenas a terceira causa de dor da coluna, atrás da doença degenerativa e dos traumas.

Quando estes surgem nessa região do corpo, podem ser benignos, quando um tecido tem seu crescimento aumentado, formando uma lesão; ou malignos, quando esse tecido tem crescimento mais desordenado, e cria uma massa de caráter infiltrativo com destruição dos tecidos ou invasão de outros órgãos a distância. Estima-se que os tumores originados na própria coluna representem somente 10% de todos os tumores espinais. Entretanto, as metástases (migração de outro câncer) na coluna não são tão raras e são potencialmente graves, visto que a coluna vertebral tem um rico suprimento sanguíneo e as células cancerosas podem se espalhar para esta parte do corpo.

Em relação aos sintomas mais importantes, tidos como “sinais de alerta”, estão: dor noturna (que não alivia com a medicação e evolui com piora progressiva não relacionada à atividade física), fadiga, perda de peso, alterações da força muscular, atrofia do membro e dificuldade de andar.

Quando há suspeita de incidência, o diagnóstico acontece a partir de exames de imagem, como a radiografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética, que facilitam a identificação precoce. A cintilografia óssea e a biopsia da lesão também podem ser indicadas para ajudar o oncologista a avaliar o estadiamento da doença, o estágio evolutivo do tumor e as indicações de tratamentos, que devem envolver sempre uma equipe multidisciplinar com cirurgião de coluna, oncologista, fisioterapia, enfermagem e psicologia.

O tratamento adotado dependerá das condições clínica e neurológica do paciente e do grau de invasão do tumor. Para o tratamento dos tumores da coluna vertebral, é fundamental o conhecimento do tipo da lesão, sua localização, tamanho, estadiamento oncológico e as condições do paciente.

Nos dias de hoje, os tumores da coluna podem ser rapidamente diagnosticados e prontamente tratados. Cabe ao médico do atendimento primário identificar, ficar atento às características e aos sinais de alarme e, principalmente, prevenir as doenças antes que elas se disseminem. O paciente deve fazer acompanhamento médico regular e realizar os exames de prevenção, como a mamografia, papanicolau, próstata e procurar um cirurgião de coluna quando ocorrer algum sinal de alerta.

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Espondilolistese de alto grau

A espondilolistese é uma patologia que se caracteriza pelo escorregamento de uma vértebra sobre a outra em direção anterior. As etiologias podem ser degenerativa, lítica (ístimica), displásica (congênita), traumática ou patológica.

Este deslizamento, que pode ser de baixo (grau 1 e 2) ou alto grau (grau 3 e 4), em casos sintomáticos, geralmente, é muito debilitante para o paciente e as queixas incluem dor lombar, radiculopatia, instabilidade mecânica e deformidade decorrente de um desalinhamento da pelve.

A progressão desta patologia ou a presença de deformidade sagital, em alguns casos, são indicadores de tratamento cirúrgico, que é feito com descompressão neural e artrodese com o objetivo de resolução da dor lombar, melhora dos sintomas radiculares e restauração do equilíbrio sagital.

Mas vale ressaltar que a correção do deslizamento em si não é o principal objetivo, e sim a correção do alinhamento espino-pélvico, que permite uma postura ereta e melhor condição biomecânica da coluna, protegendo e modelando as vértebras adjacentes.

O estudo minucioso de cada caso é essencial para a tomada de decisão visando o tratamento mais correto. Por isso, consulte sempre um especialista.

 

* IMAGEM: modificado de Gebauer e colaboradores. Rheumatology. 2016

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Trauma tóraco-lombar

Grande parte das fraturas da coluna toracolombar, principalmente em idosos, é de tratamento conservador, com o uso de coletes e acompanhamento ambulatorial. Entretanto, existem critérios que norteiam a indicação cirúrgica. Algumas destas opções são:

Cifoplastia por balão: procedimento minimamente invasivo, no qual um pequeno balão é inserido no corpo vertebral pelo pedículo* e inflado para restaurar sua altura. Em seguida, ele é retirado e a cavidade é preenchida por cimento ósseo para proporcionar alívio da dor e minimizar o acunhamento vertebral.

Vertebroplastia: procedimento minimamente invasivo que consiste na inserção de grandes agulhas espinhais no corpo vertebral fraturado através do pedículo e injeção de cimento ósseo no interior do osso para estabilização da fratura e alívio da dor.

Fixações pediculares percutâneas: a instrumentação com parafusos pediculares é bastante eficaz no tratamento de fraturas da coluna lombar inferior. Os parafusos pediculares promovem fixação com boa estabilidade e pouca quebra do material das hastes de metal utilizada. O acesso percutâneo poupa a musculatura paravertebral, diminuindo o índice de necrose muscular pós-operatória e o volume de sangramento.

Acesso lateral para corpectomia: a retirada do corpo vertebral acometido pode ser selecionada como um procedimento primário ou necessário em algumas fraturas que não foram tratadas por mais de duas semanas e não são consideradas a uma instrumentação posterior e descompressão indireta do canal. A opção pelo acesso lateral em detrimento do acesso anterior tem, como algumas vantagens, menor morbidade na abordagem cirúrgica, diminuição de possíveis lesões vasculares e recuperação mais rápida do paciente, com menor tempo de internação.

É fundamental que o médico generalista entenda os conceitos básicos do trauma espinal, possibilitando a identificação precoce das fraturas e o encaminhamento a um tratamento adequado para prevenir possíveis sequelas.

* porção óssea que liga a parte de trás da coluna ao corpo vertebral.

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Acesso lateral: uma opção moderna para a coluna

O Acesso Lateral é realizado com o paciente deitado de lado e utiliza uma pequena incisão no flanco direito ou esquerdo. A dissecção de músculos é feita sem cortar as fibras musculares, somente afastando elas, assim com menor dano muscular. Por entre as fibras do músculo psoas (músculo ao lado da coluna lombar) é feita uma dilatação progressiva, criando um campo visual de trabalho com iluminação com fibra ótica dentro do sítio cirúrgico. Assim, não é necessário o uso de vídeo endoscopia ou microscópio.

Um aparelho de monitoração EMG (eletroneuromiográfica) é utilizado como um “GPS” para posicionar o retrator entre os nervos do plexo lombar. Com esta técnica é viável agir diretamente na principal articulação da coluna – o disco intervertebral -, sem a necessidade de retração direta de raízes nervosas e nem do saco dural (continuação da medula) para fazer a fusão intersomática.  

Após a retirada do disco intervertebral degenerado, um cage amplo é colocado com enxerto ósseo para restaurar a altura discal entre as vértebras e aumentar a altura do forame intervertebral, por onde passa a raiz nervosa.

 

 

 

 

 

 

 

 

O objetivo das cirurgias menos invasivas é atingir resultados iguais ou superiores aos das cirurgias abertas e reduzir efeitos colaterais aos tecidos sadios e danos ao paciente.

Quer saber mais? O Dr. Luiz Pimenta, neurocirurgião (especialista em coluna), também explica a técnica no vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=mbD_kVbauB8

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