Patologia da ColunaPatologia da Coluna

By engevibra

Alinhamento sagital da coluna

O formato da coluna é a somatória do formato das vértebras e dos discos intervertebrais. Com o envelhecimento do indivíduo, os discos intervertebrais perdem altura e angulação – fato mais proeminente na coluna lombar, que perde sua lordose e joga o tronco para frente.

O alinhamento da coluna vertebral é essencial para manter o corpo em perfeito equilíbrio e pode ser separado em alinhamento coronal (afetado, por exemplo, pela presença de escoliose) e em alinhamento sagital (afetado, por exemplo, pela presença de uma hipercifose).

Sendo este equilíbrio sagital final dependente da interação da lordose lombar, cifose torácica e lordose cervical, reflete na postura do corpo que necessita pouco esforço muscular para manter a posição ortostática.

Quando ocorre esse desalinhamento, os sinais clínicos são dor lombar por fadiga muscular, quando ereto ou deambulando, dor glútea e nas panturrilhas, perda da linha horizontal da visão, hiperlordose cervical e dificuldade de permanecer ereto ou deambular (andar) por alguns minutos.

Mesmo que o indivíduo não apresente o tronco totalmente jogado à frente dos membros inferiores, ele pode sofrer sintomas clínicos se a coluna estiver descompensada. Como resultado da descompensação das curvas da coluna, é preciso lançar mão de mecanismos compensatórios para manter-se de pé, utilizando a alteração forçada das curvas espinais vizinhas, retroversão da pelve e flexão dos joelhos.

Com isso, um mau alinhamento sagital e a utilização dos mecanismos compensatórios exigem muita energia, gerando quadro incapacitante e preditor de pobre quadro clínico.

Vale lembrar que um estudo minucioso de cada caso é essencial para a tomada de decisão visando o tratamento mais correto. Por isso, consulte sempre um especialista.

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Nosso papel na capacitação de cirurgiões

A atuação do IPC visando a formação de cirurgiões de coluna já acontece há mais de 10 anos e faz parte da cultura organizacional do Instituto. Diversos profissionais de nacionalidades diferentes passaram pelo IPC para aprimorar o conhecimento e técnicas de neurocirurgia e ortopedia focados em coluna. Esse processo de crescimento e desenvolvimento profissional acontece como complemento da etapa de residência médica.

A cirurgia de coluna não é uma especialidade médica como é a reumatologia, geriatria ou dermatologia. Os cirurgiões de coluna são ortopedistas ou neurocirurgiões. Assim, os profissionais que desejam se aprofundar na área de cirurgia de coluna complementam suas formações com aperfeiçoamento específico nesta área. Alguns países já discutem se a cirurgia de coluna deveria ou não virar uma especialidade médica separada, visto que é complexa e vasta.

Desde a criação do programa de Aperfeiçoamento Especializado em Cirurgia da Coluna, que há 3 anos conta com a chancela da Sociedade Brasileira de Coluna, especialistas de diversos países – Argentina, México, Estados Unidos, Colômbia, Venezuela, Equador e até Israel – acompanharam por um bom período o trabalho da nossa equipe, sempre atenta às produções científicas e à aplicação que se pode fazer delas.

O ortopedista Dr. Fábio Rosa é um dos médicos que participam do programa. Ele diz que a minúcia que envolve a cirurgia da coluna como uma parte específica dentro da ortopedia foi o que o motivou a seguir por esse caminho e a escolher o nosso Instituto de Patologia da Coluna. “O que me chamou a atenção no IPC foi um tripé: a excelência, que é reconhecida nacionalmente; a questão de ser um instituto privado que prima pelo acesso ao que há de melhor seja em material, técnica cirúrgica minimamente invasiva e tecnologia para operação de coluna; e, por fim, ser uma das poucas instituições privadas que têm um departamento científico ativo”, conta o ortopedista, numa alusão a um modelo que se retroalimenta.

Em função das transformações no processo de formação médica e da necessidade de atualização contínua, nosso IPC valoriza os grupos de estudos e os considera fundamentais. Por isso, eles são parte de nossa estrutura e estão associados ao papel que temos na excelência que perseguimos e procuramos oferecer.

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Patologias da Coluna Cervical

Quando se fala em coluna, no primeiro instante vem à mente a região lombar. Mas deve-se lembrar que a coluna se estende desde a base do crânio até o cóccix. As vértebras cervicais são bem menores e o canal medular é proporcionalmente maior nesta parte do corpo. A alta mobilidade da coluna cervical também é um outro fator que merece destaque, tanto no seu funcionamento saudável quanto no desenvolvimento de patologias.

De forma geral, podemos dizer que as doenças da coluna cervical são classificadas quanto à natureza: problemas articulares (mecânicos), ósseos, neurais ou mistos. Degeneração dos discos e artroses são questões comuns na região.

Estas condições podem ser aceleradas ou precipitadas pelo envelhecimento, trauma ou uso repetitivo. A despeito das condições degenerativas ou traumáticas da coluna cervical, os tumores primários da coluna são raros, sendo 40 vezes menos presentes do que as lesões metastáticas. Os traumas que acometem a coluna cervical são potencialmente gravíssimos por colocar em risco a medula espinal.

Entre as patologias mais encontradas na região cervical, destacam-se: degeneração discal, uncoartrose, espondiloartrose, degeneração das articulações facetarias, hérnia de disco, osteofitose, estenoses, mielopatia, discite, tumores, fratura, fusão congênita ou adquirida, espondilite anquilosante, instabilidade, artrite reumatoide, invaginação basilar, deformidade coronal ou sagital.

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Orientações pré-consulta

A avaliação de possíveis problemas na coluna de uma pessoa depende de vários fatores, mas pode ser dividida em clínica e radiológica.

As análises de exames radiológicos, como radiografias (raios-X), ressonância magnética e tomografia computadorizada, são de extrema importância em uma consulta com médicos especialistas em coluna. Através da observação detalhada e respaldada por ampla experiência na área, o médico pode diferenciar patologias com os mesmos sintomas, porém que apresentem causas e tratamentos diferentes, assim recomendando o mais adequado para cada caso. Ainda que seja importante, o laudo destes exames nem sempre aponta de forma exata o que pode gerar os sintomas do paciente, sendo que diferentes estágios das patologias devem ser avaliados pelos especialistas em coluna nas próprias imagens dos exames.

Apesar de importantes, os exames de imagem não são totalmente suficientes para um diagnóstico seguro. É imprescindível que o paciente seja avaliado presencialmente. Nesta análise clínica (anamnese), leva-se em conta o histórico da dor/desconforto do paciente, que envolve o início da ocorrência de dor, a situação em que ela apareceu e como ela evoluiu até o momento. O paciente ajuda na construção do diagnóstico ao relatar como a dor aparece em situações diárias e quais práticas pioram ou melhoram o desconforto. O médico especialista faz outras perguntas específicas dependendo do quadro do paciente e ainda realiza testes clínicos para avaliação de mobilidade, força motora, pontos dolorosos, avaliação de compressão e lesão de nervos, entre outros.

Como dica para uma análise mais correta de seu caso em específico, o paciente deve ser avaliado presencialmente, ocasião na qual seus exames radiológicos mais recentes da coluna vão ser detalhadamente avaliados. Com estas medidas, pode-se chegar a um diagnóstico mais preciso, uma consulta eficaz e um tratamento seguro.

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QUINTA EDIÇÃO DO IPC EM REVISTA

O Instituto de Patologia da Coluna acaba de lançar a quinta edição de sua revista voltada à comunidade médica e científica. Com temas que abordam o Trauma tóraco-lombar e os tumores da coluna vertebral, os textos são assinados pelo Dr. Fabio de Oliveira Rosa, ortopedista e integrante do programa de Complementação Especializada em Cirurgia da Coluna; e Dr. Heber Martim, neurocirurgião e membro do time de aperfeiçoamento em cirurgia da coluna do instituto.

Confira a publicação na íntegra: 5º Edição – IPC em Revista

Alinhamento sagital da coluna
Nosso papel na capacitação de cirurgiões
Patologias da Coluna Cervical
Orientações pré-consulta
QUINTA EDIÇÃO DO IPC EM REVISTA