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By engevibra

Osteoporose: tratamento aprovado pela ANVISA e FDA para mulheres em menopausa e homens com alto risco de fraturas

Uma vez detectada a osteoporose, deve-se tomar alguma medida terapêutica, ainda mais se for um quadro avançado. A suplementação hormonal é bastante utilizada, bem como outras drogas, como o Raloxifeno, que preconiza a prevenção de perda óssea na coluna e quadris sem o efeito proliferativo do estrógeno nas mamas e tecido endometrial.

O Alendronato – e outros bifosfonatos – também é muito utilizado, mas sua ação é fraca – seu mecanismo é somente antirreabsortivo e o organismo capta apenas cerca de 1% da dose administrada. Dessa maneira, a busca de tratamentos mais efetivos é algo contínuo, e drogas surgem com eficácia para não só estabilizar, mas reverter a perda óssea.

Um novo tratamento para a osteoporose é a Teriparatida, droga aprovada pela ANVISA e FDA (Food and Drug Administration) para mulheres em menopausa e homens com alto risco de fraturas. É também recomendada a pacientes com osteoporose associada ao alto uso de glicocorticoides sistêmicos. Esse medicamento reduz o risco de fraturas vertebrais em 65% e a fragilidade de fraturas não-vertebrais em pacientes osteoporóticos em cerca de 53% após o uso de aproximadamente 18 meses. No caso de pacientes com osteoporose mais grave, utiliza-se a combinação da Teriparatida com drogas antirreabsortivas.

Mas deve-se lembrar, a avaliação de cada caso é essencial e a prescrição e tratamento só pode ser feito pelo médico especialista.

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Escoliose do Adulto

A Escoliose do Adulto é definida quando as curvas no plano frontal (coronal) apresentam mais de 10 graus de angulação. A doença é muito comum e causa enorme impacto negativo sobre a qualidade de vida da população mais idosa. Ao contrário da Escoliose do Adolescente, no adulto a região predominantemente atingida é a lombar, com apresentação de dores e queixas, sobretudo neurológicas, relacionadas aos membros inferiores.

A Escoliose Degenerativa do Adulto é frequente em indivíduos maiores de 40 anos e com aumento da prevalência na população mais idosa, chegando a até 68% de incidência. É derivada do processo degenerativo da coluna, caracterizado principalmente pelo desgaste assimétrico do disco intervertebral e, além da deformidade coronal, as alterações incluem osteofitoses ou “bicos de papagaio” (como mostrado na imagem em destaque), hipertrofia das facetas articulares, estenose de forame, estenose central do canal medular, instabilidade segmentar e perda do alinhamento global da coluna.

É uma doença que se equipara a outras patologias relacionadas ao envelhecimento, tais como osteoartrose, doenças cardíacas, pulmonares e diabetes. Em relação à qualidade de vida, já foi demonstrado que a escoliose do adulto é de ampla interferência nos quesitos de alinhamento do corpo, autonomia, dor e capacidade funcional global, afetando substancialmente a vida dos pacientes.

Os sintomas predominantes incluem dor lombar mecânica, rigidez da coluna, radiculite/radiculopatia, claudicação neurogênica, perda da força nos membros inferiores e, mais raramente, síndrome da cauda equina.

É de grande importância que o paciente esteja bem informado sobre essa patologia para desmistificar os riscos envolvidos em um procedimento cirúrgico moderno. Estudos demonstram que o tratamento conservador, mesmo de início precoce, é ineficiente e não interfere na evolução da doença. É importante saber que existem diversas formas de cirurgias e com grande impacto positivo no ganho da qualidade de vida e autonomia, quando bem aplicadas caso a caso.

As modalidades cirúrgicas vão desde descompressão isolada, artrodese posterior, artrodese circunferencial com descompressão e cirurgias maiores que envolvem descompressão, artrodese e correção da deformidade.

Pacientes com sintomas moderados de dor, estenose do canal, desalinhamento sagital e deformidade progressiva são os que têm maior benefício com o tratamento cirúrgico, independentemente da idade. Quanto maior for a extensão da deformidade principal e dos achados associados, maior será o benefício da artrodese em relação à descompressão isolada, pois, com essa última alternativa, ainda há risco de progressão da deformidade, persistência do desequilíbrio e uma chance maior de um novo procedimento invasivo cirúrgico no futuro.

O aumento da experiência cirúrgica e os avanços nas técnicas de cirurgia da coluna vertebral permitiram que, nos últimos anos, o tratamento cirúrgico assumisse um papel relevante para a Escoliose do Adulto. Os pacientes tratados cirurgicamente, comparando-se aos tratados de modo conservador, reportam maior redução na sintomatologia dolorosa, melhoria marcada na autoimagem e função da coluna vertebral. Os objetivos gerais do tratamento cirúrgico são principalmente a resolução das estenoses, com ou sem correção da deformidade, estabilização do(s) segmento(s) afetado(s) e reequilíbrio da coluna vertebral.

Ultimamente, a artrodese intersomática extremo-lateral (conhecida como XLIF, ou como LLIF), que utiliza um plano retroperitoneal através do músculo Psoas, vem se popularizando como uma técnica minimamente invasiva de correção da deformidade e artrodese. Essa abordagem permite a reconstrução da coluna anterior, descompressão indireta dos elementos neurais através do restabelecimento da altura discal e realinhamento vertebral. Por ser uma abordagem menos invasiva, a literatura mostra diminuição de alguns riscos associados aos métodos mais invasivos por abordagem anterior ou posterior.

Dos benefícios das cirurgias menos invasivas têm-se a redução de perda sanguínea, diminuição do tempo cirúrgico, menor tempo de internação hospitalar, possibilidade de pós-operatório imediato não ser feito em unidade fechada e deambulação precoce. Tardiamente, as menores taxas de infecção podem fazer uma diferença tanto clinicamente, quanto economicamente para todo o sistema de saúde.

A informação ao paciente é crucial para o tratamento correto da deformidade e dos sintomas associados. É comum que o receio de ser submetido a uma cirurgia seja maior que a perspectiva de se beneficiar. Se o paciente tem uma doença que interfere negativamente na qualidade de vida e autonomia, ele deve ser abastecido de informação para buscar atenção especializada. A cirurgia de coluna tem avançado, as técnicas menos invasivas são realidade e ajudam muito o paciente a restabelecer sua qualidade de vida com riscos cada vez menores.

 

Artigo produzido por:
Dr. Nicholai Pourchet
ortopedista especialista em coluna

 

Referências:

1. Aebi M. The adult scoliosis. Eur Spine J. 2005 Dec;14(10):925-48.
2. Silva FE, Lenke LG. Adult degenerative scoliosis: evaluation and management. Neurosurg Focus. 2010 Mar;28(3):E1.
3. Schwab F, Lafage V, Farcy JP, et al. Surgical rates and operative outcome analysis in thoracolumbar and lumbar major adult scoliosis: application of the new adult deformity classification. Spine (Phila Pa 1976) 2007;32:2723–30.
4. Anand N, Baron EM. Minimally invasive approaches for the correction of adult spinal deformity. Eur Spine J. 2013 Mar;22 Suppl 2:S232-41. 3616471
5. Phillips FM, Isaacs RE, Rodgers WB, et al. Adult degenerative scoliosis treated with XLIF. Spine (Phila Pa 1976) 2013; 38: 1853-1861

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Raios-X durante a gravidez

Muitos dos diagnósticos feitos para o sistema musculoesquelético, inclusive coluna vertebral, são feitos através de exames de imagem que utilizam radiação ionizante. Os principais deles são as radiografias (chamadas também de raios-X) e a tomografia computadorizada (TC). Mas será que estes mesmos procedimentos devem ser utilizados em gestantes?

É aconselhável que estas técnicas sejam evitadas. Doses muito altas de radiação podem causar dano ao DNA e trazer consequências, principalmente, para o bebê durante os três primeiros meses de gestação. No entanto, é possível utilizar esses exames, se for realmente necessário – por exemplo, na hora de verificar uma fratura em caráter de emergência.

Para evitar qualquer risco, uma alternativa ao uso da radiação é a ressonância magnética (RM), que além de não ser contraindicada para gestantes, possibilita um excepcional exame de imagem para diagnóstico médico.

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Obesidade: o surgimento de problemas na coluna

A obesidade é um dos maiores problemas de saúde pública do mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Manter uma alimentação calórica, falta ou ausência de atividades físicas e outros hábitos sedentários são algumas das principais causas para o aumento do peso.

Com os quilos a mais, aumenta-se o risco do desenvolvimento de doenças cardíacas, hipertensão e diabetes. Mas o perigo não está apenas no aparecimento destas doenças.

O sobrepeso traz problemas ao pilar do nosso corpo – a coluna. “Se o indivíduo for mais pesado, mais fraco ele se torna. Porque ao mesmo tempo que ele ganha gordura, ele geralmente perde massa muscular e essa combinação gera uma cascata de eventos”, explica o Dr. Luiz Pimenta, diretor do IPC e neurocirurgião especialista em coluna.

Com o corpo mais vulnerável, a região da coluna sofre um desgaste que pode resultar em hérnia de disco, lombalgia, osteoporose, osteoartrite, artrite reumatoide, doença degenerativa de disco, estenose de canal e espondilolisteses.

Assim, para evitar o surgimento de doenças, é preciso investir em hábitos saudáveis, como exercícios físicos – que devem ser feitos sempre com a supervisão de um profissional que indique a atividade mais adequada.

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