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By Patologia da Coluna

Maratona sem dor

“Só mais um episódio…”

Provavelmente você já usou essa frase se adora assistir a séries e passar longas jornadas em frente à televisão.

A “ansiedade” para acompanhar o desfecho de uma temporada pode prejudicar a coluna e provocar dores. O Dr. Nicholai Pourchet compara o efeito desse comportamento ao sedentarismo. “A gente vai assistindo aos episódios, vai se distraindo, entretém a mente e tende a adotar posições ruins, que são viciosas”, explica.

O ortopedista orienta a ter atenção redobrada à forma como se senta, como se deita ou como se usa o tablet ou o laptop, “muitas vezes, deitado ou de lado”. Pourchet ainda lembra que quem passa muitas horas sentado, com as pernas para baixo e apoiado sobre o sacro tem propensão maior a sentir dores lombares. “Ao terminar um episódio, procure se levantar, dê uma pequena caminhada”, recomenda.

Só pra se ter uma ideia, atualmente, existem serviços de streaming que disponibilizam todos os capítulos e ajudam a intensificar esse costume – o “binge watching” – que nada mais é do que o ato de fazer verdadeiras maratonas de episódios.

Ouça na íntegra a dica do Dr. Nicholai Pourchet:

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Cuidados com o Crossfit

O Crossfit traz condicionamento físico ao reunir uma série de exercícios que promovem a coordenação e equilíbrio do corpo: levantamento de peso, atletismo, ginástica, entre outras atividades. Mas essa modalidade também requer orientação, cuidados e supervisão.

Nesse tipo de treinamento, segundo o biomédico Luis Marchi, do Departamento Científico do IPC, as lesões mais comuns acontecem no ombro e na coluna lombar. “Elas podem surgir como resultado de um esforço que está sendo feito em um nível diferente do que sua coluna está preparada”, explica.

Por isso, é preciso respeitar o limite do corpo, começar gradativamente e se informar com o profissional que supervisiona a atividade, pois a preparação deve acontecer de forma gradual para proteger a coluna. “O atleta deve se preocupar em treinar flexibilidade e estabilidade, além dos movimentos de força com cargas”, afirma o biomédico.

Marchi ainda alerta que, antes e depois da atividade, recomenda-se o uso dos rolos para massagear os grupamentos musculares e ‘soltar’ a fáscia muscular, ou seja, os tecidos que cobrem os músculos. “Isso evita a contração destes se não estiverem prontos para a ação”, conclui.

 

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A importância de prestar atenção à postura

Uma dor na nuca, outra na região lombar… Muita gente já sofreu pelo menos uma vez com dores nas costas depois de horas e horas no escritório. No Brasil, esse é um dos principais motivos de afastamento do trabalho. Segundo dados da Previdência Social, só nos três primeiros meses do ano passado, foram mais de 24 mil casos.

Esse desconforto também é causado pela “informalidade” ao se sentar e pela aparência de estar “relaxado” e ele não afeta apenas a coluna, mas “interfere diretamente na nossa qualidade da vida. As dores – principalmente a lombar – podem provocar irritabilidade, prejuízo na produção, estresse, enxaquecas, dores musculares e articulares, prejuízos na vida social e em alguns casos até de depressão”, alerta o ortopedista do IPC, Dr. Nicholai Pourchet.

Com isso, para evitar que esses problemas apareçam e acelerem o desgaste natural da coluna, é preciso buscar equilíbrio nos quatro segmentos dessa região: cervical, torácico, lombar e sacral. E, para ter uma vida mais saudável, Pourchet lembra que os alongamentos “são fundamentais”.

O ortopedista do IPC recomenda atenção à maneira como você se senta. As costas precisam ficar retas e próximas ao encosto da cadeira; os pés, apoiados no chão. Em relação ao computador, o monitor deve estar posicionado na direção dos olhos, a cadeira ajustada próxima à mesa – como mostra a imagem abaixo (a postura correta é que está à esquerda). E não se esqueça: após longos períodos na mesma posição, é muito bom se levantar e alongar-se para evitar futuros problemas na coluna.

 

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IPC no Congresso Brasileiro de Cirurgia Espinhal

Os profissionais do IPC vão participar da 17ª edição do Congresso Brasileiro de Cirurgia Espinhal, em 16 e 17 de março, em São Paulo http://cirurgiaespinhal.com.br/2017/. O evento reúne uma comunidade médica renomada do Brasil e do exterior. A participação da equipe do IPC está concentrada na tarde do dia de abertura do Congresso (16/03). Às 14h40, a palestra do Dr. Luiz Pimenta será sobre ACR – Anterior Column Reconstruction. Pouco antes, o Dr. Rodrigo Amaral, que preside a Sociedade Brasileira de Coluna – seção SP e é ortopedista do IPC -, discutirá osteotomia por via posterior. O Dr. Rubens Jensen discorre sobre a escoliose cervicotorácica no fim da manhã.

Além das palestras, o Congresso tem espaço para apresentação de trabalhos científicos e pesquisas técnicas. As inscrições para o encontro se encerram no dia 5 de março.

 

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Quando operar e quando não operar…

 

Ortopedista do IPC e presidente da Sociedade Brasileira de Coluna-SP, Dr. Rodrigo Amaral comenta a reflexão proposta por renomado médico inglês

 

Mais um texto sobre saúde agita as redes sociais. As declarações do neurocirurgião inglês, Henry Marsh, provocam uma reflexão sobre a importância das tomadas de decisão e as repercussões que elas têm.

Marsh entende, diz o Dr. Rodrigo Amaral, que mais importante do que saber operar é saber quando não operar. “Este talvez seja o dilema que envolve cada tomada de decisão em um consultório médico. No complexo processo que envolve a opção cirúrgica, inúmeros fatores devem ser levados em consideração”, afirma o ortopedista do IPC. “Os aspectos técnicos relacionados a essa escolha são aqueles nos quais nós, médicos, nos debruçamos intensamente em toda nossa vida profissional e acadêmica”, ressalta.

As mais difíceis respostas são as que extrapolam esses quesitos. “A grande pergunta que sempre ronda nossa pratica é: será que, mesmo com correta indicação, seria necessário realizar esse procedimento? Ou ainda, mesmo que necessários, seria razoável? Ou pior: mesmo que necessário e razoável, trará melhora ao indivíduo?”, indaga o Dr. Rodrigo. Essa última abordagem nos remete ao princípio básico da medicina: “primo non nocere” (frase postulada por Hipócrates, no século III a.C, com tradução: Primeiro não faça o mal). Ou seja, na incerteza de alcançar benefício, muitas vezes deve-se repensar a indicação.

Infelizmente, avalia o Dr. Rodrigo, essas perguntas só ficam mais próximas de serem respondidas quando existe uma relação de responsabilidade e confiança entre as duas partes (médicos e pacientes) envolvidas na tomada de qualquer decisão terapêutica.

IPC – Quando o assunto é cirurgia da coluna, fica ainda mais difícil, pois diversos aspectos clínicos e psicológicos podem intervir e influenciar os resultados. Para isso, o IPC conta com uma equipe multidisciplinar com suporte cientifico, psicológico, tratamento da dor, entre outros fatores para garantir que as tomadas de decisão e a evolução de nossos pacientes seja sempre a melhor possível para cada.

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